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Guerra no Oriente Médio aumenta volatilidade global

Em um cenário de forte tensão geopolítica no Oriente Médio, os mercados globais entraram em um modo clássico de “aversão ao risco”: oscilações rápidas, movimentos bruscos em commodities e queda em bolsas europeias. No panorama semanal publicado pela Zero Markets Brasil, Rodrigo Cohen, trader profissional e analista convidado da ZERO, adotou um tom mais sóbrio para abordar o momento, destacando como os conflitos internacionais costumam mexer não apenas com notícias, mas com preço, medo e posicionamento de investidores.
“A guerra muda o humor do mercado. E quando o humor muda, o dinheiro se movimenta”, resume Cohen.
Manchetes e escalada do conflito elevam tensão e incerteza
No vídeo publicado no canal da ZERO, clique aqui para assistir, Cohen comenta a ampliação do conflito e chama atenção para a forma como as manchetes vão “puxando” o comportamento dos investidores: quando o noticiário entra em modo de alerta, o mercado tende a ficar mais imprevisível. A consequência direta costuma ser:
bolsas mais voláteis, com quedas fortes em alguns pregões;
busca por proteção, com maior atenção a ativos considerados defensivos;
movimentos intensos em energia, especialmente petróleo.

Além do impacto econômico, Cohen adiciona uma perspectiva pessoal profunda ao revelar que possui familiares e amigos na região afetada. Esse vínculo direto torna sua análise mais humana e empática, explicando por que ele adota um tom mais sério neste episódio, bem diferente do estilo leve e descontraído que costuma marcar suas participações. Essa mudança de abordagem reforça a gravidade do tema e aproxima o público da dimensão real do problema.
Bolsas: EUA oscilam, Europa sofre mais
Na leitura de Cohen, o mercado americano mostrou o retrato do dia “nervoso”: abre pressionado, aprofunda quedas em alguns momentos e depois tenta recuperar parte do movimento, algo comum quando há forte fluxo de notícias e reposicionamento de grandes investidores.

Já a Europa aparece como o lado mais sensível do tabuleiro. Cohen destaca que índices europeus recuaram com mais intensidade, refletindo a proximidade geográfica e a percepção de risco no continente.

Em termos simples: quando a tensão cresce, a Europa costuma sentir primeiro e mais forte.
Petróleo: o ativo que “grita” em tempos de guerra
O grande protagonista do episódio foi o petróleo. Cohen mostra que o Brent teve oscilações fortes ao longo do dia e reforça um ponto que o investidor leigo precisa entender: petróleo não sobe só por consumo, sobe (ou cai) por medo de oferta.

Quando o mercado passa a acreditar que pode haver interrupções de produção, refino, transporte ou segurança em rotas estratégicas, o preço reage imediatamente. Cohen menciona notícias e ruídos que alimentam esse movimento, e lembra que, em cenários assim, projeções de preço podem subir rápido com o mercado falando em patamares mais altos caso a crise se prolongue.
Efeito Brasil: pode ter “lado bom”, mas também tem custo
Cohen comenta que, por um lado, a alta do petróleo pode ser positiva para um país produtor, impactando empresas do setor e certos números macroeconômicos. Ele cita estimativas divulgadas por grandes instituições sobre possíveis efeitos do petróleo no PIB e em contas do país, reforçando que não é “ganho grátis”: o mesmo petróleo mais caro pode pressionar a inflação, afetar custos e mexer com expectativas de juros.
Ou seja: o petróleo alto pode ajudar alguns setores e atrapalhar o bolso da economia como um todo.
Cripto e dólar: movimentos mistos, sem direção clara
No bloco de criptomoedas, Cohen descreve um comportamento típico de períodos tensos: queda forte em um momento, recuperação em outro, e muita oscilação intradiária. Ele aponta níveis técnicos de referência para o Bitcoin e comenta que um rompimento de faixas importantes poderia reacender movimentos mais fortes.

Já o dólar no mundo aparece, na leitura apresentada, sem uma tendência firme, alternando dias de queda, estabilidade e alta, o que reforça o ambiente de incerteza.

A surpresa: por que a Bolsa de Israel pode subir em guerra?
O ponto mais inesperado, segundo Cohen, foi o desempenho da Bolsa de Tel Aviv, que aparece em alta mesmo com o país diretamente envolvido no conflito.
A explicação apresentada é pragmática (e desconfortável para muita gente, justamente por ser realista): em períodos de guerra, empresas ligadas ao setor de defesa e segurança podem receber mais demanda, o que impulsiona expectativas de receita e, consequentemente, preços de ações.

Cohen compara ainda o desempenho acumulado de Tel Aviv com outros mercados ao longo de um período maior, chamando atenção para como o mercado nem sempre “reflete a moral da história”, mas sim a expectativa de resultado futuro.
Conclusão: em choque geopolítico, o mercado vira um termômetro de medo e fluxo
O recado central do episódio é direto: em semanas de guerra, o investidor não opera só gráfico, opera emoção coletiva. E quando a emoção coletiva muda, o dinheiro muda de lugar: sai de risco, corre para proteção, pressiona petróleo, derruba bolsas mais sensíveis e cria movimentos que parecem “sem lógica” para quem está olhando só a manchete.
No fim, Cohen reforça a importância de acompanhar o cenário, respeitar risco e evitar decisões impulsivas em períodos de alta volatilidade. Inclusive, recomendamos que clique aqui e leia o artigo que fala sobre ciclos econômicos e carteiras adaptativas.
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