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Queda do Petróleo, Nasdaq renova máximas e Ibovespa sofre nessa semana

Os mercados globais vivem um momento raro e repleto de contrastes. Enquanto as bolsas americanas seguem próximas dos recordes históricos, a queda do petróleo chama a atenção dos investidores ao registrar seu pior desempenho mensal desde a pandemia. Ao mesmo tempo, o dólar perde força no cenário internacional e, em contrapartida, o Ibovespa avança na direção oposta dos principais índices globais.

Diante desse cenário, entender os impactos da queda do petróleo na economia mundial, nos mercados financeiros e nas oportunidades de investimento torna-se cada vez mais importante para quem busca tomar decisões mais estratégicas.

Esses foram os principais destaques do novo Panorama Macro Global apresentado por Rodrigo Cohen, analista convidado da Zero Markets Brasil, trazendo uma análise clara e objetiva sobre os movimentos que estão moldando os mercados neste momento.


Petróleo tem pior mês desde a pandemia

O grande destaque do cenário internacional foi o colapso do petróleo.

Segundo os dados apresentados:

  • o Brent caiu 19% em maio;

  • o WTI recuou 16,5%;

  • foi o pior desempenho mensal desde o período da COVID-19.

A principal explicação está na expectativa crescente de um acordo entre Estados Unidos e Irã, que poderia normalizar o fluxo de petróleo pelo Estreito de Hormuz e ampliar a oferta global da commodity.


S&P 500 completa oito semanas seguidas de alta

Enquanto o petróleo cai, Wall Street continua subindo.

O S&P 500 encerrou sua oitava semana consecutiva de valorização, sustentado por:

  • expectativa de queda de juros nos Estados Unidos;

  • inflação mais controlada;

  • força das empresas de tecnologia;

  • otimismo com inteligência artificial.

Segundo Cohen, esse é um dos movimentos mais fortes observados recentemente no mercado americano.


Nasdaq continua sendo a estrela dos mercados

O Nasdaq segue liderando os ganhos globais.

A combinação de:

  • inteligência artificial;

  • semicondutores;

  • computação em nuvem;

  • grandes empresas de tecnologia

continua impulsionando o índice para novos recordes históricos.


ADP reforça desaceleração controlada da economia americana

O relatório ADP mostrou a criação de 122 mil vagas de emprego no setor privado americano.

Segundo Cohen, o dado sugere:

  • desaceleração da economia;

  • mercado de trabalho ainda saudável;

  • ausência de sinais de recessão.

Esse cenário é visto como ideal para o Federal Reserve:

economia esfriando sem entrar em colapso.

Caso o Payroll confirme essa tendência, aumentam as chances de cortes de juros ainda em 2026.


Mercado já começa a discutir queda dos juros nos EUA

Com os indicadores econômicos perdendo força gradualmente, cresce a expectativa de que o Federal Reserve possa iniciar cortes de juros entre agosto e outubro.

Os efeitos esperados seriam:

  • dólar mais fraco;

  • valorização de ativos de risco;

  • entrada de capital em mercados emergentes;

  • melhora do fluxo para bolsas como a brasileira.


Ibovespa segue descolado do mundo

Enquanto os mercados internacionais sobem, o Brasil enfrenta um momento diferente.

Segundo Cohen:

  • o Ibovespa continua pressionado;

  • a queda da Petrobras pesa sobre o índice;

  • bancos têm evitado uma correção ainda maior.

O analista destaca que a bolsa brasileira vive uma mudança de regime:

antes:

  • petróleo forte;

  • Petrobras liderando a alta;

  • entrada de fluxo estrangeiro.

agora:

  • petróleo em queda;

  • expectativa de redução da Selic;

  • setores domésticos ganhando protagonismo.


Petrobras decepciona mercado

A Petrobras reportou lucro líquido de R$ 28,9 bilhões no primeiro trimestre de 2026.

Apesar do resultado expressivo, o mercado esperava cerca de R$ 30,5 bilhões.

Além disso:

  • a queda do petróleo aumenta a pressão sobre a companhia;

  • investidores passaram a reavaliar projeções futuras;

  • o papel perdeu força recentemente.


Focus projeta inflação ainda elevada

O último Boletim Focus trouxe novos ajustes para a inflação brasileira.

As projeções indicam:

  • IPCA de 5,04% para 2026;

  • 11ª revisão consecutiva para cima;

  • expectativa de Selic em 13,25%.

Mesmo assim, o mercado segue apostando que o ciclo de cortes de juros pode começar nas próximas reuniões do Copom.


Quem pode se beneficiar dos juros menores?

Segundo Cohen, os principais beneficiados por uma eventual queda dos juros seriam:

Bancos
  • aumento de crédito;

  • melhora do ambiente econômico;

  • expansão da atividade.

Construção Civil
  • financiamentos mais baratos;

  • estímulo à demanda imobiliária.

Educação
  • recuperação do consumo interno;

  • melhora do ambiente de financiamento estudantil.

Por outro lado, empresas ligadas ao petróleo podem enfrentar mais desafios caso o barril continue recuando.


SpaceX pode protagonizar o maior IPO da história

Outro tema que chamou atenção foi a possibilidade de abertura de capital da SpaceX.

Segundo informações apresentadas por Cohen, o mercado voltou a discutir a possibilidade de um IPO da empresa de Elon Musk.

Caso ocorra, a operação tem potencial para se tornar um dos maiores IPOs da história dos mercados globais.


O grande evento da semana: Payroll

Para Cohen, o principal evento dos próximos dias é claro: Payroll dos Estados Unidos.

📅 Sexta-feira
🕤 9h30 (horário de Brasília)

O mercado espera aproximadamente 135 mil novas vagas.

O resultado poderá definir:

  • expectativas para juros americanos;

  • comportamento do dólar;

  • direção das bolsas globais;

  • fluxo para mercados emergentes.


Conclusão: será que a queda do petróleo definiu a semana?

O cenário econômico global atual é marcado por uma combinação rara de fatores que merece atenção dos investidores. De um lado, a queda do petróleo continua sendo um dos principais temas do mercado, refletindo mudanças importantes nas expectativas de crescimento e demanda global. Além disso:

✅ O petróleo registra forte desvalorização nos mercados internacionais;
✅ As bolsas americanas seguem renovando máximas históricas;
✅ Crescem as expectativas de queda dos juros nos Estados Unidos;
✅ O dólar continua perdendo força frente a diversas moedas globais.

Por outro lado, alguns pontos de atenção permanecem no radar dos investidores:

⚠️ A Petrobras perde força acompanhando o movimento da queda do petróleo;
⚠️ O Ibovespa continua pressionado diante das incertezas locais e externas;
⚠️ O acordo entre Estados Unidos e Irã ainda não foi oficialmente assinado;
⚠️ O Payroll pode alterar significativamente o sentimento dos mercados nos próximos dias.

Diante desse cenário, Rodrigo Cohen destaca que os próximos movimentos dos mercados dependerão principalmente de três fatores essenciais:

• Os dados de emprego dos Estados Unidos;
• As decisões da política monetária americana;
• A evolução das negociações geopolíticas no Oriente Médio.

Portanto, acompanhar de perto a queda do petróleo, os indicadores econômicos e os desdobramentos internacionais será fundamental para entender as próximas oportunidades e riscos que podem impactar os investimentos globais.

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