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Otimismo derruba petróleo, bitcoin hoje rompe US$ 85 mil e bolsas globais voltam às máximas

A melhora do humor nos mercados globais voltou a colocar os principais índices próximos de seus recordes. Enquanto isso, o petróleo caiu mais de 10% em poucos pregões e o bitcoin hoje ultrapassou novamente a marca dos US$ 85 mil.

Nesse cenário, nos Estados Unidos, o S&P 500 e a Nasdaq estão a menos de 1% de suas máximas históricas. Por outro lado, no Brasil, o Ibovespa consolida uma forte valorização anterior e, desse modo, forma uma estrutura que pode recolocar os 200 mil pontos no radar.

Diante disso, no novo panorama de mercado global da Zero Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen destaca uma mudança importante no sentimento dos investidores:

“O mercado voltou a assumir risco. Portanto, as bolsas estão novamente próximas das máximas, o bitcoin ganhou força e o petróleo devolveu boa parte da alta recente.”

S&P 500 volta a ficar a menos de 1% da máxima histórica


O S&P 500 iniciou a semana em forte recuperação. Com isso, depois de um período de correção e lateralização, o principal índice americano acumulou uma sequência de pregões positivos e, atualmente, voltou a negociar a menos de 1% de sua máxima histórica, acompanhando o otimismo que movimenta ativos como o bitcoin hoje.

Segundo Cohen, a melhora está ligada principalmente à redução momentânea das tensões geopolíticas bem como à recuperação das empresas ligadas à inteligência artificial. 

Apesar disso, mesmo com os juros ainda elevados nos Estados Unidos, os resultados corporativos e a expectativa de crescimento das companhias continuam sustentando o mercado.

“O S&P corrigiu, esperou e voltou a ganhar força. Portanto, agora está novamente muito perto do topo.”

Nasdaq sobe cerca de 6% e também mira recorde


O movimento é ainda mais evidente no Nasdaq. Depois de encontrar suporte próximo dos 28.820 pontos, o índice de tecnologia iniciou uma forte recuperação e acumulou valorização próxima de 6% em poucos pregões.

Agora, também está a menos de 1% das máximas. Segundo Cohen, o movimento recente reforça a percepção de que a correção das empresas de tecnologia não significou necessariamente o fim da tese de inteligência artificial.

As companhias voltaram a apresentar sinais de força e geração de resultados, sustentando novamente o interesse dos investidores.

Ibovespa forma bandeira e 200 mil pontos entram no radar


No Brasil, o Ibovespa apresenta uma configuração diferente, mas igualmente interessante.Depois de uma valorização próxima de 13,5%, o índice entrou em lateralização e passou a formar uma figura técnica conhecida como bandeira.

Caso a estrutura seja rompida para cima, Cohen observa inicialmente a região das máximas históricas, próxima dos 199 mil pontos. Logo acima aparece outro nível técnico importante: 200,6 mil pontos.

“O Ibovespa está muito perto de uma região que há pouco tempo parecia distante. Se romper essa consolidação, 200 mil pontos deixam de ser apenas um número psicológico e passam a entrar tecnicamente no radar.”

O cenário, porém, continua sensível às consequências do período eleitoral e às expectativas dos investidores sobre os próximos passos da economia brasileira.

Alemanha também tenta acompanhar o movimento


Na Europa, o índice DAX começou a reagir depois de perder sua média móvel de 200 períodos.

Nos últimos pregões, o mercado alemão voltou a subir e agora tenta romper uma pequena estrutura de baixa.

Segundo Cohen, uma superação da região dos 25.800 pontos poderia fortalecer a recuperação.

O índice ainda permanece aproximadamente 3,5% abaixo das máximas históricas, distância pequena diante da volatilidade recente dos mercados.

Ouro perde espaço em ambiente de maior otimismo


O ouro apresenta comportamento diferente. Com a melhora da percepção de risco, o ativo perdeu parte da demanda defensiva e permanece lateral, com possibilidade de aprofundar a correção no curto prazo.

Cohen observa uma possível trajetória em direção à região dos 3.900 pontos. A leitura de curto prazo, entretanto, não muda sua percepção sobre o papel do metal em carteiras de longo prazo.

“Uma coisa é fazer trade de curto prazo. Outra é pensar em patrimônio. Historicamente, o ouro continua sendo um ativo importante de diversificação para determinados perfis.”

Dólar pode voltar a ganhar força com juros americanos


O DXY, índice que mede o desempenho do dólar diante de uma cesta de moedas internacionais, também entrou em uma região de indefinição. Depois de sessões marcadas por fortes pavios de alta e baixa, o dólar voltou a apresentar leve valorização.

Segundo Cohen, a região dos 101,27 pontos aparece como possível objetivo técnico caso o movimento continue. A sustentação dos juros americanos em níveis elevados também pode favorecer a moeda.

Isso merece atenção especial dos mercados emergentes.

“Dólar forte normalmente não é a melhor notícia para países como o Brasil, porque aumenta a competição pelo capital internacional.”

Japão entra em período de lateralização


O Nikkei, no Japão, permanece sem tendência clara. Depois de uma forte valorização de longo prazo, o índice corrigiu e passou a negociar lateralmente.

Segundo Cohen, a região próxima dos 69.520 pontos aparece como uma referência importante para os próximos movimentos.

O comportamento do Banco do Japão e eventuais mudanças na política monetária local também deverão ser acompanhados.

Petróleo cai mais de 10%


Uma das mudanças mais relevantes ocorreu no petróleo. O Brent chegou recentemente à região dos US$ 106,50, mas perdeu força com a melhora das expectativas geopolíticas e já acumula queda superior a 10% desde o movimento anterior.

Somente na sessão analisada, a commodity recuava quase 2%. Para Cohen, a estrutura técnica permite uma correção até aproximadamente US$ 93.

Em um movimento mais profundo, o petróleo poderia buscar o fechamento de um gap próximo de US$ 88,50.

“O petróleo teve duas pernas de alta muito parecidas, próximas de 36% e 37%. Agora tecnicamente existe espaço para uma correção.”

Queda do petróleo pode aliviar inflação

O movimento também possui implicações macroeconômicas importantes. Petróleo mais barato reduz pressões sobre:

  • combustíveis;

  • transporte;

  • custos industriais;

  • inflação;

  • e, indiretamente, juros.

Se a queda for sustentada e o risco geopolítico continuar diminuindo, bancos centrais ganham maior liberdade para conduzir suas políticas monetárias.

Por isso, a queda da commodity pode contribuir para o próprio movimento de recuperação das bolsas. 

Bitcoin hoje rompe US$ 85 mil e chega a US$ 87 mil


O grande destaque entre os ativos de risco para quem acompanha o mercado de criptomoedas e o desempenho do bitcoin hoje é novamente a principal moeda digital.

Após superar uma importante região de resistência, a criptomoeda ultrapassou US$ 85 mil e, inclusive, chegou a negociar próxima dos US$ 87 mil. Diante disso, Cohen observa uma possível correção até aproximadamente US$ 82,8 mil,  região que anteriormente funcionou como resistência e que, agora, pode passar a atuar como suporte.

“O bitcoin está com cara de alta. Portanto, a questão atual é descobrir se essa região vai sustentar o movimento ou se ainda existe espaço para uma correção maior.”

A grande pergunta: a crise do Bitcoin acabou?

O movimento recente muda novamente o debate sobre o ciclo da criptomoeda ao avaliarmos o comportamento do bitcoin hoje.

Apesar de quedas expressivas e de meses de dúvidas sobre a possibilidade de novas mínimas, o ativo recuperou níveis importantes e, portanto, voltou a demonstrar força. Naturalmente, isso não elimina o risco. Contudo, torna mais difícil sustentar, neste momento, uma leitura exclusivamente baixista.

Para ilustrar, segundo Cohen, a região dos US$ 82,8 mil será fundamental para avaliar a qua

lidade dessa recuperação e definir os próximos passos do mercado.

Mercados voltam ao modo otimista

A fotografia atual apresenta uma combinação muito diferente daquela observada semanas atrás:

  • S&P 500 a menos de 1% da máxima;

  • Nasdaq também próximo dos recordes;

  • Ibovespa podendo novamente mirar 200 mil pontos;

  • DAX tentando recuperar tendência;

  • petróleo em forte correção;

  • Bitcoin acima de US$ 85 mil;

  • e ouro perdendo parte da força defensiva.

Para Rodrigo Cohen, essa combinação mostra claramente uma melhora do apetite por risco.

Conclusão: o otimismo retorna e o comportamento do Bitcoin hoje define os próximos passos do mercado

Em suma, o mercado voltou a operar com uma narrativa mais otimista, mas os próximos movimentos ainda dependerão da sustentabilidade dessa melhora. Por exemplo, uma eventual retomada das tensões geopolíticas poderia mudar rapidamente o comportamento do petróleo e devolver a aversão ao risco às bolsas.

Apesar disso, por enquanto, entretanto, a leitura dos preços mostra um cenário diferente e favorável.

“Os índices estão novamente próximos das máximas, o petróleo está devolvendo a alta e o bitcoin hoje rompeu uma barreira importante. O mercado voltou a ficar otimista, portanto, agora precisamos descobrir se esse otimismo consegue se sustentar.”

Confira a análise completo pelo vídeo no canal da ZERO Markets Brasil.

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