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Bolsas globais renovam máximas, petróleo recua e o valor do bitcoin no mercado entra em momento decisivo

Os mercados globais iniciaram a semana em forte recuperação e não por acaso. Após os sinais de um cessar-fogo mais consistente entre Estados Unidos e Irã, o sentimento dos investidores mudou de forma clara e rápida.
Nesse novo review semanal da Zero Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen destacou que o mercado internacional voltou ao modo "risk on": forte apetite por risco, tecnologia renovando máximas históricas e o petróleo devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado nas últimas semanas. E é justamente nesse contexto que o valor do Bitcoin no mercado passa a ser observado de perto. "Tem alguma coisa mudando no humor do mercado. E quando Nasdaq e S&P renovam máxima histórica juntos… O mundo inteiro presta atenção", afirmou Cohen.
S&P 500 e Nasdaq explodem para novas máximas históricas
O principal destaque da semana foi a força dos índices norte-americanos.
O S&P 500:
renovou máximas históricas;
acumula sequência forte de altas;
e segue impulsionado pelo alívio geopolítico e pelos resultados positivos das gigantes de tecnologia.

Já o Nasdaq:
subiu mais de 1,4% no pregão;
rompeu regiões importantes;
e voltou a testar projeções de Fibonacci relevantes.

Segundo Cohen:
“Quando tecnologia lidera o movimento, o mercado inteiro ganha confiança.”
O movimento também foi favorecido:
pela expectativa de manutenção do cessar-fogo;
pela melhora do humor global;
e pela continuidade da narrativa de inteligência artificial.
Alemanha acompanha Wall Street e DAX encosta em máximas
A força não ficou restrita aos Estados Unidos.
O índice DAX da Alemanha também disparou:
subindo mais de 2,5% em um único pregão;
aproximando-se das máximas históricas;
e fechando gaps importantes deixados anteriormente.

Segundo Cohen: “A Alemanha está andando junto com Wall Street. Isso mostra que o fluxo global voltou para bolsa.”
Ibovespa tenta reação após semanas instáveis
Enquanto o exterior sobe forte, o Ibovespa tenta reorganizar sua estrutura técnica.

Segundo a análise apresentada:
o índice perdeu suportes importantes recentemente;
mas agora começa a montar uma possível estrutura de reversão;
semelhante a um padrão de alargamento gráfico.
O mercado brasileiro:
abriu forte;
chegou a subir mais de 1%;
mas devolveu parte da alta ao longo do pregão.
Mesmo assim, Cohen acredita que:
acima da região dos 178 mil pontos;
o índice pode voltar a buscar topos mais relevantes.
Petróleo despenca após sinais de trégua
O petróleo foi um dos ativos mais impactados pela melhora do humor global.
O Brent:
caiu mais de 6%;
devolvendo parte do prêmio de guerra acumulado nas últimas semanas.

Segundo Cohen:
“Enquanto o mercado acreditar em cessar-fogo, petróleo tende a aliviar.”
Mesmo assim:
o mercado segue extremamente sensível;
e qualquer notícia negativa pode reacender rapidamente a volatilidade.
O petróleo ainda opera:
dentro de uma ampla lateralização;
entre aproximadamente US$ 89 e US$ 112.
Ouro entra em zona considerada estratégica
Enquanto ações sobem e petróleo cai, o ouro chama atenção.
Segundo Cohen:
o ativo está próximo da média móvel de 200 períodos;
região historicamente importante;
e considerada por ele um ponto interessante para observar compras.
O ouro:
devolveu parte das altas recentes;
mas continua sustentado pela instabilidade global.

“O ouro está num ponto técnico muito bonito. E isso não aparece toda hora.”
Dólar tenta recuperação global
O índice DXY, que mede o dólar contra uma cesta de moedas globais:
começou a montar possível fundo duplo;
tentando recuperação após semanas de fraqueza.

Mesmo assim:
o movimento ainda é considerado indefinido;
principalmente dependendo dos próximos passos do conflito geopolítico.
Japão também acompanha o movimento de alta
O mercado japonês também aparece entre os destaques da semana.

Segundo Cohen:
o índice japonês segue próximo de máximas históricas;
impulsionado pelo fluxo global para renda variável;
e pela melhora do sentimento internacional.
Valor do bitcoin no mercado em momento decisivo
Já o mercado de criptomoedas segue mais travado.
O Bitcoin:
continua lateralizado;
sustentando a região próxima da média móvel de 200;
mas sem acompanhar totalmente a euforia das bolsas globais.Segundo Cohen:
“Se Nasdaq e S&P estão renovando máxima… por que o Bitcoin ainda não disparou?”
Essa divergência:
começa a chamar atenção do mercado;
principalmente porque ativos de risco normalmente caminham juntos.

Mercado cripto pode reagir… Ou preocupar
Para Cohen, o cenário atual do Bitcoin levanta duas possibilidades:
ou o mercado cripto ainda vai acelerar;
ou ele está antecipando uma possível correção nas bolsas.
O analista alerta:
caso Wall Street devolva parte das altas;
o impacto sobre cripto pode ser mais forte.
Guerra continua sendo variável central
Apesar da melhora recente:
o conflito entre Estados Unidos e Irã ainda não está resolvido;
e o mercado continua extremamente dependente das manchetes geopolíticas.
Segundo Cohen:
“Trump fala que vai. Depois volta atrás. Depois ameaça de novo. O mercado sobe e desce junto com isso.”
Conclusão
O mercado global entra numa fase importante:
bolsas renovando máximas;
petróleo devolvendo parte das altas;
ouro em zona técnica estratégica;
e Bitcoin ainda sem direção clara.
Para Rodrigo Cohen, o momento exige atenção redobrada:
porque o mercado voltou ao otimismo;
mas a instabilidade geopolítica ainda não desapareceu.
“Mercado feliz demais em cenário instável costuma ser perigoso.”
Confira as informações completas dessa análise pelo canal da ZERO Markets Brasil no Youtube.
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