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Análise de mercado semanal: Bolsas em máximas, petróleo em alta e ouro em queda

Nessa análise de mercado semanal da Zero Markets Brasil, Rodrigo Cohen, trader profissional e analista convidado, destaca que o momento atual exige atenção redobrada, justamente porque os ativos não estão mais caminhando na mesma direção.
Os mercados globais iniciaram o mês em um cenário de contrastes. Enquanto índices americanos renovam máximas históricas e o petróleo volta a subir com força, outros ativos começam a emitir sinais de alerta, como o ouro em queda e bolsas europeias mais pressionadas.
“Quando o mercado começa a divergir, ele está tentando dizer alguma coisa. A questão é se a gente está ouvindo.”
Estados Unidos em máxima, mas já mostrando sinais de cansaço
O S&P 500 segue em território recorde, com leve alta semanal, enquanto o Nasdaq também mantém tendência positiva, sustentado principalmente por empresas de tecnologia e inteligência artificial.
No entanto, Cohen chama atenção para o comportamento recente dos candles no gráfico diário, que indicam possível perda de força após atingir máximas.

Esse tipo de formação pode sinalizar uma pausa ou até início de correção no curto prazo.
“O mercado chegou lá em cima. Agora ele precisa decidir se continua subindo ou se começa a realizar.”
Ibovespa entra em correção após forte alta
No Brasil, o movimento foi diferente.
Após atingir níveis elevados recentemente, o Ibovespa entrou em sequência de queda, acumulando quatro semanas negativas.

No pregão mais recente, o índice caiu próximo de 1%, e já testa regiões importantes de suporte.
Segundo Cohen, se perder esses níveis, o mercado pode buscar patamares mais baixos, com projeções chegando à faixa dos 170 mil pontos, um movimento relevante.
Europa enfraquece e reforça sinal de alerta
Na Europa, o cenário se mostra ainda mais frágil:
DAX (Alemanha) recuou mais de 1,6%
França caiu cerca de 2%
ambos índices testam suportes importantes

Além disso, formações técnicas indicam perda de força, com padrões de topo duplo e quebra de tendência.
Para Cohen, a Europa já está reagindo antes do restante do mundo.
“Europa costuma sentir primeiro. E quando começa a cair, é bom prestar atenção.”
Ouro cai mesmo com risco global e isso preocupa
Um dos pontos mais curiosos do cenário atual é o comportamento do ouro.
Mesmo com instabilidade geopolítica, o metal acumula três semanas consecutivas de queda e testa regiões importantes, como a média móvel de 200 períodos.

Esse movimento contraria o padrão esperado, já que o ouro costuma subir em momentos de crise.
Para Cohen, essa divergência é um sinal de alerta.
“Se o ativo de proteção não sobe em um cenário de risco, algo está fora do padrão.”

Dólar segue lateral e sem direção clara
O dólar global (DXY) permanece em comportamento lateral, sem tendência definida.
Embora tenha leve alta recente, ainda não confirma um movimento consistente de valorização.
Isso mostra que o mercado ainda não entrou totalmente em modo defensivo, mas também não está totalmente confiante.
Petróleo volta a subir com tensão geopolítica
O petróleo retomou força, subindo cerca de 7% na semana e ultrapassando novamente os US$ 100 por barril, chegando à região dos US$ 112.

O movimento é diretamente influenciado pelas tensões no Oriente Médio, especialmente no Estreito de Hormuz.
Para Cohen, o petróleo continua sendo o ativo mais sensível ao cenário de guerra.
Bitcoin tenta subir, mas ainda sem direção clara
O Bitcoin apresentou recuperação recente, mas continua instável.
Após tentar se afastar da média móvel de 200 períodos, o ativo volta a mostrar sinais de fraqueza.
A expectativa técnica é que ele possa testar novamente a região dos US$ 65 mil, caso o cenário global se deteriore.
Ásia também começa a enfraquecer
Na Ásia, os sinais são mistos:
Japão perde força após atingir máximas
Hong Kong já rompeu suportes importantes
Ambos os mercados mostram tendência de correção no curto prazo.
Semana será decisiva com dados de emprego nos EUA
O foco agora se volta para a agenda econômica.
A primeira semana do mês traz os principais indicadores de emprego nos Estados Unidos:
ADP (quarta-feira) – criação de empregos no setor privado
Payroll (sexta-feira) – principal relatório de emprego
Esses dados são fundamentais para entender:
ritmo da economia
pressão inflacionária
e possíveis decisões de juros
Guerra volta a pesar no mercado
Além dos dados econômicos, o maior risco continua sendo a guerra.
Segundo Cohen, há sinais de possível intensificação do conflito nas próximas horas ou dias, o que pode mudar completamente o comportamento dos ativos.
Se isso acontecer:
bolsas tendem a cair
dólar e ouro podem subir
petróleo pode disparar
criptomoedas podem sofrer
Conclusão
O mercado entrou em uma fase de divergência:
bolsas americanas em máximas
Europa enfraquecendo
ouro caindo
petróleo subindo
dólar indefinido
criptomoedas instáveis
Para Rodrigo Cohen, esse tipo de cenário costuma anteceder movimentos mais fortes.
“Quando os ativos deixam de andar juntos, o mercado está se preparando para decidir o próximo grande movimento.”
Para entender o assunto de forma mais profunda, confira o vídeo completo no canal da ZERO Markets Brasil no youtube.


