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Trump anuncia fim da guerra e bolsas globais disparam antes da Super Quarta

Os mercados globais começaram a semana em forte recuperação após Donald Trump anunciar um acordo para encerrar o conflito entre Estados Unidos e Irã. Com isso, investidores passaram a reagir com mais otimismo à possibilidade de redução das tensões geopolíticas, queda do petróleo e melhora no apetite por ativos de risco.

Na prática, o movimento mostra como a geopolítica continua influenciando diretamente o comportamento das bolsas, das commodities, das criptomoedas e das moedas globais. Afinal, quando o risco de guerra diminui, o mercado tende a reduzir o prêmio de risco e buscar oportunidades em ativos com maior potencial de valorização.

Nesse contexto, a leitura de que trump anuncia fim da guerra ganhou força entre investidores porque trouxe um ingrediente que faltava aos mercados: previsibilidade. Embora ainda existam dúvidas sobre os detalhes do acordo e sua implementação, o anúncio já foi suficiente para impulsionar as bolsas americanas, pressionar o petróleo para baixo e reduzir a procura por ativos defensivos, como o ouro.

Além disso, o momento é ainda mais relevante porque antecede a Super Quarta, quando Brasil e Estados Unidos anunciam suas decisões de juros. Portanto, o mercado passa a combinar dois fatores decisivos: alívio geopolítico e política monetária.


S&P 500 e Nasdaq voltam a mirar recordes

A melhora do sentimento global favoreceu uma forte recuperação das bolsas americanas. Segundo a análise apresentada por Rodrigo Cohen a ZERO Markets Brasil:

  • O S&P 500 abriu a semana com gap de alta.

  • O índice está a pouco mais de 1% das máximas históricas.

  • O Nasdaq acompanha o movimento e também se aproxima dos recordes recentes.

Para Cohen, a possibilidade de descompressão do cenário geopolítico devolveu o apetite por risco aos investidores. 

SpaceX estreia forte no mercado

Um dos destaques da semana foi a estreia das ações da SpaceX. Segundo os dados apresentados:

  • A ação acumula alta próxima de 15% desde a abertura das negociações.

  • O papel abriu com forte demanda dos investidores.

  • O mercado segue acompanhando o desempenho inicial da companhia após a listagem.


Ibovespa tenta reação após testar suporte importante

No mercado brasileiro, o cenário também apresentou melhora. O Ibovespa:

  • Encontrou suporte próximo da média móvel de 200 períodos.

  • Formou uma possível região de fundo.

  • Iniciou um movimento de recuperação nos últimos pregões.

Segundo Cohen, o comportamento da bolsa brasileira dependerá fortemente das decisões de política monetária da próxima semana.


Super Quarta será o principal evento do mês

O foco dos investidores agora está concentrado na próxima quarta-feira.

Os eventos incluem:

Estados Unidos
  • Decisão de juros do Federal Reserve.

  • Pronunciamento do presidente do Fed.

Brasil
  • Decisão da taxa Selic pelo Copom.

  • Comunicado oficial do Banco Central.

Segundo Cohen, o mercado já espera manutenção dos juros americanos e novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic. O que realmente pode mover os ativos será o tom adotado pelos bancos centrais para os próximos meses.


Petróleo perde força com expectativa de trégua

Outro destaque importante foi o petróleo. Após semanas de forte alta impulsionada pelo conflito no Oriente Médio, o Brent apresentou correção significativa:

  • Queda próxima de 4% na sessão.

  • Teste de uma importante região técnica de suporte.

  • Reação à expectativa de normalização do Estreito de Hormuz.

Segundo a análise, a estabilização da guerra reduz o prêmio de risco incorporado ao petróleo. 


Petrobras acompanha movimento do petróleo

A correção da commodity também impactou diretamente a Petrobras.

Segundo Cohen:

  • As ações da companhia acompanham de perto o comportamento do Brent.

  • A correlação entre os dois ativos segue elevada.

  • O papel já acumula correção relevante desde as máximas recentes.


Japão segue como destaque positivo

Enquanto Europa e Estados Unidos monitoram os desdobramentos da guerra, o mercado japonês continua chamando atenção. O índice Nikkei:

  • Opera próximo das máximas históricas.

  • Mantém uma trajetória consistente de valorização.

  • Segue entre os mercados mais fortes do cenário global.


Ouro entra em fase decisiva

O ouro também passou por mudanças importantes. Após a forte valorização registrada durante os momentos mais intensos da crise geopolítica:

  • O metal iniciou movimento corretivo.

  • Testa regiões técnicas relevantes.

  • Pode apresentar novas oportunidades caso continue recuando.

Segundo Cohen, quedas mais profundas poderiam abrir oportunidades interessantes para investidores de longo prazo.


Dólar continua no radar

O índice do dólar (DXY) permanece como um dos ativos mais observados pelos investidores.O movimento recente mostra:

  • Recuperação da moeda americana

  • Influência direta das expectativas para os juros dos EUA.

  • Forte dependência das próximas decisões do Federal Reserve.

A próxima reunião do Fed poderá definir a direção do dólar para os próximos meses. 


Bitcoin tenta confirmar fundo

No universo das criptomoedas, o Bitcoin apresentou reação importante. Segundo a análise:

  • O ativo encontrou suporte próximo da região de US$ 59 mil.

  • Já acumula recuperação superior a 12% desde a mínima recente.

  • Agora enfrenta uma importante zona de resistência.

Cohen destaca que o comportamento futuro do Bitcoin dependerá tanto do cenário macro quanto da continuidade do fluxo de capital para ativos ligados à inteligência artificial.


Inteligência artificial continua atraindo capital

Uma das teses destacadas no programa foi a crescente migração de recursos para empresas ligadas à inteligência artificial.

Segundo a análise apresentada:

  • Parte do capital especulativo continua migrando para empresas de IA.

  • Isso reduz temporariamente o interesse por alguns segmentos do mercado cripto.

  • O comportamento dessas empresas será um fator relevante para os próximos ciclos de mercado.


Conclusão: Trump anuncia fim da guerra, mas juros ainda comandam o próximo capítulo

A semana começou com um ingrediente que os mercados vinham buscando há meses: a possibilidade de redução das tensões geopolíticas.

Com isso:

✅ Bolsas americanas voltaram a subir
✅ Bitcoin reagiu das mínimas
✅ Petróleo perdeu força
✅ Ouro iniciou correção
✅ Investidores voltaram a assumir mais risco

No entanto, mesmo com a leitura de que trump anuncia fim da guerra, o mercado ainda tem um grande teste pela frente: a Super Quarta.

As decisões de juros nos Estados Unidos e no Brasil poderão definir se o otimismo recente terá continuidade ou se será apenas uma reação de curto prazo ao alívio geopolítico.

Portanto, para o investidor, o momento pede estratégia, leitura de cenário e controle emocional. Afinal, uma manchete pode movimentar os mercados no curto prazo, mas são os juros, a inflação e os fundamentos econômicos que sustentam as tendências no longo prazo.

Assista ao vídeo completo dessa análise no canal da ZERO Markets Brasil no Youtube.

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