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Mercado global: S&P bate recorde e petróleo despenca com trégua nos EUA

Os mercados globais viveram uma das semanas mais intensas de 2026. No novo panorama macro global da Zero Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen destacou a combinação que mudou completamente o humor dos investidores: primeiro, a perspectiva de um possível acordo entre Estados Unidos e Irã; em seguida, a queda forte do petróleo; paralelamente, a explosão da inteligência artificial; consequente, as máximas históricas em Wall Street; e, por fim, a pressão crescente sobre o Brasil. “Alguma coisa mudou no mercado global. E o dinheiro já começou a correr risco de novo.”


Estados Unidos e Irã avançam em possível acordo

O principal tema da semana continua sendo o Oriente Médio.

Segundo Cohen:

  • após quase 60 dias de conflito;

  • Estados Unidos e Irã avançaram em negociações;

  • aumentando a expectativa de reabertura gradual do Estreito de Hormuz.

Mesmo sem acordo definitivo:

  • o mercado já começou a precificar uma redução do risco geopolítico;

  • principalmente no petróleo.

“O mercado não está esperando mais o fim da guerra. Ele está tentando antecipar o próximo acordo.”


Petróleo sofre maior queda desde abril

Com a melhora parcial do cenário:

  • o petróleo Brent caiu cerca de 10% na semana;

  • registrando a maior queda semanal desde abril.

Segundo Cohen:

  • o petróleo vinha carregando um enorme prêmio de guerra;

  • e agora parte desse excesso começa a ser devolvido.

O mercado já começa a trabalhar:

  • com petróleo mais próximo de US$ 80;

  • caso o acordo realmente avance.


NVIDIA continua dominando o mercado global

Outro grande destaque da semana foi novamente a NVIDIA.

A companhia:

  • reportou receita recorde de US$ 81,6 bilhões;

  • crescimento anual de 85%;

  • e guidance de US$ 91 bilhões para o próximo trimestre.

Segundo Cohen:
“A IA não é mais narrativa. O negócio já virou realidade econômica.”

O movimento:

  • impulsionou Nasdaq;

  • fortaleceu o setor de tecnologia;

  • e ajudou Wall Street a renovar máximas históricas.


S&P 500 entra na sétima semana seguida de alta

O S&P 500:

  • completou sua sétima semana consecutiva de valorização;

  • renovando múltiplos topos históricos.

Já o Nasdaq:

  • segue liderando o movimento;

  • sustentado principalmente pelas big techs e pela inteligência artificial.

Segundo Cohen:
“Wall Street hoje está sendo carregada por tecnologia e pela expectativa de redução de risco global.”


Japão dispara e Nikkei renova recordes históricos

Enquanto isso, na Ásia:

  • o índice Nikkei do Japão ultrapassou 65.800 pontos;

  • atingindo novos recordes históricos.

Segundo Cohen:

  • o Japão virou um dos principais beneficiados do atual ciclo global de tecnologia e IA;

  • junto com Estados Unidos.


Brasil anda na direção oposta do mundo

Enquanto bolsas globais renovam máximas:

  • o Ibovespa segue pressionado;

  • completamente descolado do exterior.

Segundo Cohen:
“Enquanto o mundo sobe, o Brasil cai.”

Os principais motivos:

  • saída parcial de capital estrangeiro;

  • queda do petróleo pressionando Petrobras;

  • inflação persistente;

  • e incerteza fiscal e política.


Inflação brasileira continua subindo

O Boletim Focus voltou a elevar as projeções do IPCA:

  • agora em 5,04% para 2026;

  • marcando a 11ª alta consecutiva das expectativas.

Segundo Cohen:

  • isso dificulta novos cortes de juros;

  • mesmo com a desaceleração parcial da economia.

O mercado ainda projeta:

  • Selic em 13,25% até o final do ano;

  • mas o cenário já começa a ser questionado.


Petrobras vira principal vítima da queda do petróleo

Com o petróleo recuando:

  • Petrobras passou a pressionar fortemente o Ibovespa.

Segundo Cohen:

  • o mercado brasileiro ficou muito dependente do fluxo em commodities;

  • especialmente petróleo.

E agora:

  • a correção no Brent começa a atingir diretamente a bolsa brasileira.


Kevin Warsh pode receber “presente perfeito”

Outro destaque importante:
Kevin Warsh assume o Federal Reserve em um momento extremamente delicado.

Segundo Cohen:

  • caso o petróleo continue caindo;

  • a inflação americana pode desacelerar;

  • abrindo espaço para futuros cortes de juros.

“Se o petróleo cair para perto de US$ 80, Kevin Warsh ganha o melhor cenário possível para começar sua gestão.”


Mercado ainda não acredita totalmente no acordo

Mesmo com o otimismo:

  • o mercado segue extremamente cauteloso.

Segundo Cohen:

  • vários acordos recentes entre Estados Unidos e Irã fracassaram rapidamente;

  • e a volatilidade continua elevada.

“O mercado quer acreditar. Mas ainda não confia totalmente.”


SpaceX pode lançar o maior IPO da história

Outro tema que chamou atenção:
SpaceX começou a divulgar informações preliminares sobre seu IPO.

Segundo Cohen:

  • o prospecto oficial sai na próxima semana;

  • e o mercado já trabalha com a possibilidade do maior IPO da história.


Conclusão

O cenário do mercado global mudou rapidamente. Em primeiro lugar, a guerra perde força temporariamente; consequentemente, o petróleo devolve parte do prêmio de risco; paralelamente, a inteligência artificial segue dominando Wall Street; assim, os mercados globais renovam máximas. Enquanto isso, no Brasil a situação permanece mais difícil: o país convive com inflação elevada, o petróleo continua em queda e o fluxo internacional torna-se mais seletivo. Para Rodrigo Cohen, o mundo voltou ao modo “risk on”, mas ainda há muita fragilidade geopolítica subjacente. “O mercado está feliz… mas ainda com medo escondido.”

Acompanhe o vídeo completo sobre esse cenário no canal da Zero Markets Brasil para entender as implicações e a leitura de mercado dos especialistas.


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