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Mercado em alerta: Como a decisão de juros nos EUA e os dados globais impactam as bolsas

A semana decisiva para os mercados reúne a expectativa pela nova taxa de juros nos EUA, além da divulgação de dados cruciais de inflação e PIB, no mesmo momento em que a trégua no Oriente Médio devolve o otimismo às bolsas.
Com isso, os investidores iniciam uma das semanas mais importantes do trimestre. Afinal, a agenda econômica concentra decisões de política monetária e a publicação dos principais indicadores de crescimento econômico. Por outro lado, a trégua entre Estados Unidos e Irã trouxe um alívio temporário para os mercados globais.
Além disso, no novo review semanal da Zero Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen destacou que, apesar da melhora recente no humor dos investidores, o cenário ainda exige cautela. Conforme ressaltou o analista:
"É uma semana em que os indicadores macro vão falar mais alto do que os próprios gráficos."
Semana concentra principais indicadores globais
Os próximos dias serão marcados por uma agenda econômica intensa.
Entre os principais eventos estão:
decisão de juros do Federal Reserve;
comunicado e coletiva do FOMC;
PIB dos Estados Unidos;
índice PCE, principal indicador de inflação acompanhado pelo FED;
CPI da Zona do Euro;
IPCA-15 no Brasil;
reunião do Conselho Monetário Nacional;
além de indicadores fiscais brasileiros.
Segundo Cohen, essa combinação tem potencial para aumentar significativamente a volatilidade dos mercados.
Trégua entre Estados Unidos e Irã reduz pressão sobre o petróleo

Após semanas de forte tensão, a pausa nas hostilidades entre Estados Unidos e Irã devolveu parte da confiança aos investidores. Como consequência:
o petróleo iniciou movimento de correção;
bolsas globais voltaram a subir;
e os ativos de risco recuperaram parte das perdas recentes.
Mesmo assim, Cohen ressalta que o conflito ainda não pode ser considerado encerrado.
S&P 500 segue preso em zona decisiva

O principal índice americano permanece consolidado próximo das máximas históricas. Segundo Cohen:
o S&P 500 continua operando dentro de uma importante faixa técnica;
sem confirmar nem uma retomada consistente da alta, nem uma reversão para queda.
Na avaliação do analista, a decisão do Federal Reserve poderá definir a próxima direção do mercado.
Nasdaq aguarda balanços e decisão do FED

O Nasdaq também permanece em compasso de espera. Além da reunião do banco central americano, a temporada de resultados corporativos continua influenciando o comportamento das empresas de tecnologia.
Segundo Cohen, o índice ainda não definiu uma tendência clara e poderá ganhar volatilidade ao longo da semana.
Ibovespa continua preso entre suporte e resistência

No Brasil, a Bolsa permanece negociando dentro de uma ampla faixa lateral. Segundo Cohen:
a região dos 170 mil pontos segue funcionando como suporte relevante;
enquanto a área próxima de 178 mil pontos continua representando uma importante resistência.
Enquanto o índice permanecer dentro desse intervalo, o analista evita assumir um viés mais otimista ou pessimista.
Bolsas europeias voltam a ganhar força

Na Europa, o cenário voltou a melhorar. O índice DAX, da Alemanha, aproximou-se novamente de suas máximas históricas.
Segundo Cohen, caso os indicadores econômicos surpreendam positivamente, o mercado europeu poderá renovar recordes nas próximas semanas.
Dólar apresenta estrutura técnica mais forte

Entre os principais ativos analisados, Cohen destacou o índice DXY como um dos poucos que apresentam tendência técnica mais definida. Segundo o analista:
o dólar rompeu importantes regiões gráficas;
formando uma estrutura favorável à continuidade do movimento de alta.
Na avaliação de Cohen, parte desse movimento reflete a expectativa de manutenção dos juros elevados nos Estados Unidos por um período mais longo.
Petróleo depende do cenário geopolítico

Mesmo após a correção recente, Cohen acredita que o petróleo continuará sendo fortemente influenciado pelas notícias do Oriente Médio. Enquanto houver risco de novos conflitos, o comportamento do ativo permanecerá altamente dependente da evolução da guerra.
Bitcoin tenta recuperar força

O Bitcoin apresentou recuperação nas últimas semanas após atingir uma das mínimas do ano. Segundo Cohen:
o ativo iniciou um movimento de alta;
mas ainda enfrenta importantes resistências técnicas.
O analista avalia que somente um rompimento consistente poderá confirmar uma retomada mais forte da tendência positiva.
Resumo do cenário global: Impactos da decisão de juros nos EUA e indicadores da semana
Na avaliação de Rodrigo Cohen, a semana representa um importante teste para os mercados globais. Afinal, apesar da melhora recente provocada pela redução das tensões no Oriente Médio, a combinação entre decisões de política monetária e a divulgação de indicadores econômicos relevantes pode alterar rapidamente o humor dos investidores.
Nesse contexto, os principais fatores que devem orientar os mercados nesta semana são:
A decisão de juros nos EUA pelo Federal Reserve;
A divulgação do PIB americano;
O índice PCE de inflação;
O IPCA-15 no Brasil;
A trégua temporária entre Estados Unidos e Irã;
O comportamento das cotações do petróleo;
Além dos novos indicadores econômicos da Europa.
Portanto, o cenário exige atenção total aos dados fundamentais. Conforme resume o especialista:
"Quando uma semana reúne juros, inflação e PIB ao mesmo tempo, normalmente são os indicadores que comandam o mercado e não apenas a análise gráfica."
Confira o vídeo completo dessa análise no canal da ZERO Markets Brasil no Youtube.
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As opiniões aqui expressas refletem o entendimento pessoal e independente do Diretor de Análise RODRIGO SANTOS COHEN, CNPI-T (6520), inclusive em relação à pessoa jurídica à qual está vinculado. Este relatório não constitui oferta nem garantia de resultado, e o investidor é o único responsável por suas decisões. A Zero Markets Brasil Consultoria e Análise de Valores Mobiliários LDTA, CNPJ 56.964.932/0001-09, credenciada perante a APIMEC Brasil, declara, nos termos do art. 22 da Resolução CVM nº 20/2021, não haver situação que afete a imparcialidade deste relatório ou configure conflito de interesses, ressalvado o que, se existente, será divulgado no próprio relatório.

