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Big Techs transformam inteligência artificial em receita bilionária e inauguram nova fase da economia global

A inteligência artificial deixou de ser promessa futurista para se tornar, de fato, um dos motores mais lucrativos da economia mundial. E as big techs estão no centro dessa transformação.
O primeiro trimestre de 2026 deixou isso evidente: as maiores empresas de tecnologia do planeta registraram crescimento acelerado, impulsionado diretamente pela monetização de IA, nuvem e infraestrutura digital. Mais do que isso, os números mostraram que essa expansão não é pontual, ela é estrutural.
Nesse contexto, o panorama especial da Zero Markets Brasil trouxe a análise de Rodrigo Cohen, trader profissional e analista convidado, que foi direto ao ponto: o mercado entrou definitivamente em uma nova fase. Segundo ele, o que antes era narrativa e expectativa agora se traduz em algo concreto.
"Inteligência artificial virou receita real."
Big Techs investiram US$ 700 bilhões em infraestrutura de IA
700 bilhões em infraestrutura de inteligência artificial apenas em 2026, um número que, por si só, já diz muito sobre a direção que o mercado tomou.
O ponto central da análise é direto: essas empresas estão gastando bilhões justamente porque a IA já começou a devolver bilhões. Ou seja, não se trata mais de aposta, trata-se de retorno comprovado.
Além disso, Cohen ressalta que grande parte dessa geração de valor já está sendo distribuída globalmente, alcançando diferentes camadas da economia digital:
empresas que adotam IA em seus processos;
usuários de plataformas digitais;
anunciantes e agências de mídia;
serviços em nuvem;
softwares corporativos.
Em outras palavras, a cadeia de beneficiários é ampla e cresce a cada trimestre.
"Todo mundo que usa tecnologia hoje, de alguma forma, já está participando dessa nova economia."
Microsoft: IA já gera US$ 37 bilhões por ano
A Microsoft foi um dos principais destaques do trimestre.

A companhia registrou:
US$ 82,9 bilhões de receita trimestral
crescimento anual de 18%
e um salto de 123% no negócio ligado à inteligência artificial
Hoje, a divisão de IA da Microsoft já gera cerca de US$ 37 bilhões por ano.
Segundo Cohen, o mais impressionante é a capacidade da empresa de se reinventar ao longo das décadas.
“A Microsoft deixou de ser só Windows há muito tempo. Ela entendeu antes da maioria para onde o mercado estava indo.”
Ferramentas como:
Copilot
GitHub AI
soluções corporativas em nuvem
passaram a se tornar grandes motores de crescimento.

Google quase dobra lucro e transforma IA em máquina de publicidade
A Alphabet, dona do Google, também apresentou números fortes:
US$ 109 bilhões de receita trimestral
crescimento de 22% na receita
lucro crescendo 81% no período

A divisão de cloud computing da empresa cresceu 63%, impulsionada principalmente por inteligência artificial e contratos corporativos.
Segundo Cohen, a mudança mais importante está no modelo de publicidade.
Com IA integrada às buscas, os anúncios se tornam mais precisos — e mais valiosos.
“Quanto melhor a IA entende o usuário, mais caro o anunciante paga.”
Amazon cresce forte e até a OpenAI virou cliente
A Amazon também mostrou força:
US$ 181 bilhões de faturamento trimestral
crescimento anual de 17%
divisão de nuvem (AWS) crescendo 28%

O destaque foi a expansão da infraestrutura própria de chips e servidores para IA.
Segundo Cohen, a AWS virou praticamente uma “rodovia da inteligência artificial”.
Inclusive, a OpenAI firmou um contrato bilionário para utilizar infraestrutura da Amazon.
“A empresa que criou o ChatGPT virou cliente da Amazon. Isso mostra quem controla a infraestrutura da nova economia.”
Meta cresce mesmo com impacto direto da guerra
A Meta, dona do Facebook, Instagram e WhatsApp, registrou:
US$ 56,3 bilhões de receita
crescimento anual de 33%
lucro avançando 61%

Segundo Cohen, a inteligência artificial está tornando os anúncios mais eficientes e aumentando o valor da publicidade digital.
Mas houve um detalhe importante: a empresa citou diretamente a guerra como fator de impacto operacional.
Interrupções de internet em regiões do Oriente Médio reduziram temporariamente a atividade em plataformas como Facebook e WhatsApp.
Foi um dos primeiros momentos em que conflito geopolítico apareceu de forma explícita nos resultados de Big Techs.
Apple cresce sem entrar na “corrida bilionária” da IA
A Apple seguiu um caminho diferente.

Mesmo investindo muito menos que concorrentes em inteligência artificial, a empresa entregou:
US$ 111 bilhões de receita trimestral
crescimento anual de 17%
O destaque veio de:
vendas do iPhone
serviços digitais
iCloud
App Store
Segundo Cohen, a Apple mostra que nem sempre a melhor estratégia é gastar mais.
“Enquanto o mercado inteiro brigava pela corrida mais cara da IA, a Apple continuou vendendo ecossistema.”
A nova economia já começou
Para Cohen, o trimestre deixa uma mensagem clara: a inteligência artificial já mudou o modelo econômico das maiores empresas do mundo. Hoje, as Big Techs não ganham dinheiro apenas com:
software;
publicidade;
smartphones;
redes sociais.
Agora elas monetizam:
processamento;
infraestrutura;
nuvem;
automação;
dados;
produtividade via IA.
E quem paga essa conta?
Essa foi uma das reflexões centrais da análise.
Segundo Cohen, no fim das contas:
empresas pagam mais por infraestrutura;
anunciantes pagam mais por publicidade;
usuários pagam por assinaturas;
governos fecham contratos bilionários;
plataformas aumentam dependência tecnológica.
Ou seja: a IA não é gratuita. Ela virou um novo modelo global de geração de receita.
Guerra, tecnologia e o novo centro do mercado
Mesmo com tensões geopolíticas, guerra e risco de recessão global, as empresas de tecnologia seguem entregando crescimento forte.
Isso mostra que o mercado passou a enxergar a inteligência artificial não mais como aposta especulativa, mas como um dos pilares da economia global daqui para frente.
Conclusão
O trimestre mostrou que:
inteligência artificial já gera receita bilionária;
Big Techs aceleraram investimentos em infraestrutura;
nuvem e IA viraram os motores centrais do crescimento;
e o mercado está disposto a pagar caro por produtividade tecnológica.
Para Rodrigo Cohen, a grande mudança é psicológica:
“O mercado deixou de perguntar se a IA vai mudar o mundo. Agora ele está tentando descobrir quem vai ganhar mais dinheiro com isso.”
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