Panorama Macro da Semana
Inflação, eleições e tensão geopolítica: uma semana decisiva para os mercados

Os mercados começaram 2026 em compasso de tensão e expectativa. A agenda da semana está carregada de dados econômicos e eventos políticos, tanto no Brasil quanto no exterior, com destaque para a inflação, pesquisa eleitoral e novos capítulos do embate entre Donald Trump e Jerome Powell.
No campo diplomático, o governo Lula conquistou um avanço relevante com a validação do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, movimento que contrasta fortemente com a política protecionista de Trump, que tenta emplacar um tarifaço global ainda sob análise da Suprema Corte dos EUA.
Na economia, o payroll abaixo do esperado e o IPCA de 2025 alinhado às estimativas ajudaram a acalmar o mercado. A leitura geral é de manutenção de juros tanto pelo Copom quanto pelo Federal Reserve, o que deve sustentar um ambiente de volatilidade controlada — pelo menos até que os próximos dados de inflação tragam novas pistas sobre o rumo da política monetária.
🌍 Cenário Internacional
A semana começa sob o impacto da tensão política entre Donald Trump e Jerome Powell, após o Departamento de Justiça dos EUA sinalizar a possibilidade de abrir investigação criminal contra o presidente do Fed.
O episódio gerou ruído entre os investidores e adicionou incerteza sobre o futuro da autoridade monetária americana.
Nos mercados, o foco se volta agora para a inflação americana (CPI) e para o Livro Bege, que podem calibrar as apostas de corte de juros nas próximas reuniões do Fed.
Além disso, a temporada de balanços dos grandes bancos americanos inicia na sexta-feira, devendo fornecer o primeiro grande termômetro do desempenho corporativo em 2026.
🇧🇷 Cenário Doméstico
No Brasil, a agenda ganha força com a divulgação dos dados de atividade — serviços, varejo e IBC-Br de novembro — que ajudarão a medir o ritmo da economia no fim de 2025.
A nova pesquisa Quaest para a corrida presidencial também promete movimentar o ambiente político e o mercado de renda variável.
Além disso, o encontro entre o presidente do TCU, Vital do Rêgo, o diretor de Política Monetária Gabriel Galípolo e o auditor Ailton de Aquino volta a colocar o caso Master no radar, em meio às discussões sobre autonomia e governança do Banco Central.
📈 Análises Técnicas
S&P500

O índice americano opera acima do maior fechamento histórico, atingido no último pregão da semana passada. Com as expectativas de cortes de juros ganhando força, o ativo se aproxima da marca simbólica dos 7.000 pontos, considerada a próxima resistência e alvo de curto prazo.
A recomendação é de cautela em novas entradas, especialmente com a divulgação dos dados de inflação e balanços.
Ibovespa

O índice brasileiro segue em tendência de alta no curto prazo, rumo à máxima histórica de 165 mil pontos.
A resistência é forte, e o mercado pode apresentar correção técnica com a divulgação da primeira pesquisa eleitoral do ano.
Enquanto não houver clareza sobre a reação dos investidores, operações longas não são recomendadas.
Ouro (XAU/USD)

O metal precioso iniciou a semana com forte valorização, refletindo o aumento da aversão ao risco diante da escalada de conflitos geopolíticos.
O próximo ponto de resistência está em US$ 4.700 por onça troy, onde tende a haver disputa entre compradores e vendedores.
EUR/USD

O par voltou ao centro da consolidação de médio prazo, sem direção clara definida.
Nesse contexto, o ideal é ficar de fora até que o mercado mostre um movimento direcional mais consistente.
🎯 Conclusão
A semana promete ser uma das mais intensas de janeiro, com inflação, política e geopolítica disputando espaço no radar dos investidores.
Enquanto o mercado americano busca fôlego após recordes históricos, o Brasil testa resistências técnicas e volta a ser influenciado pelo calor eleitoral.
Para o investidor, o momento é de atenção e seletividade, priorizando gestão de risco e leitura tática diante de um cenário global ainda sensível.
O ano de 2026 começa com fortes emoções para os mercados. Após uma alta de mais de 30% em 2025, o Ibovespa iniciou o novo ciclo com leve correção, enquanto dólar e juros devolveram parte dos exageros do fim do ano passado.
O movimento reflete o ruído político do chamado “Flávio Day” e a tradicional corrida de remessas ao exterior, antes da entrada em vigor da nova tributação sobre dividendos.
No cenário externo, a ofensiva americana contra Nicolás Maduro elevou o nível de tensão geopolítica global. A captura do presidente venezuelano movimentou o petróleo e levou o Conselho de Segurança da ONU a convocar uma reunião de emergência com a participação do Brasil.
Embora a Venezuela represente menos de 1% da oferta mundial de petróleo, a escalada militar adiciona volatilidade a uma semana que já seria intensa, marcada pelo Payroll e pelo IPCA de dezembro, ambos previstos para sexta-feira.
📺 Para entender melhor como esses fatores podem impactar sua estratégia, assista ao vídeo completo com Marcos Praça no canal da ZERO MARKETS BRASIL no YouTube.
Lá você confere a leitura técnica detalhada de todos os ativos, comentários de bastidores e os possíveis cenários para aproveitar as oportunidades do momento.
⚠️ DISCLAIMER
Nenhuma parte do conteúdo deste canal deve ser interpretada como oferta, negociação ou solicitação de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Também não configura garantia de resultados ou compromisso de retorno sobre qualquer ativo analisado. As opiniões expressas neste artigo refletem exclusivamente (i) o entendimento independente e pessoal do Diretor de Análise da ZERO Markets Brasil, MARCOS FELIPE MARTINS DA SILVA PRAÇA, CNPI-T (EM-9505); (ii) não constituem recomendação de compra e/ou venda de qualquer ativo ou valor mobiliário; e (iii) as informações, estimativas e projeções utilizadas refletem a data de publicação e estão sujeitas a alterações, sem obrigação de comunicação. O investidor que utilizar as informações aqui veiculadas em seu processo de decisão é exclusivamente responsável por suas escolhas, não tendo a ZERO Markets Brasil nem o Analista qualquer responsabilidade sobre eventuais resultados. Nem o Analista nem a ZERO Markets Brasil receberam qualquer benefício ou retorno financeiro em razão das opiniões aqui veiculadas, o que foi feito de modo absolutamente independente e livre de qualquer conflito de interesses, nos termos da Resolução CVM 20/2021.



