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Guerra entre EUA e Irã preocupa mercados, derruba bolsas e pode abrir oportunidadesado financeiro: guerra entre Estados Unidos e Irã volta a dominar os mercados Copy

A guerra entre EUA e Irã voltou ao centro das atenções e provocou um forte aumento da aversão ao risco nos mercados de investimentos globais no início desta semana.
Com novos capítulos envolvendo o conflito, investidores passaram a acompanhar com mais cautela os possíveis impactos sobre a economia mundial e, principalmente, sobre o fornecimento de petróleo.
Entre os principais fatores que movimentam o mercado estão:
o avanço das tensões entre Irã e Estados Unidos;
o temor de interrupções no Estreito de Hormuz;
a queda das principais bolsas internacionais;
a nova valorização do petróleo;
o recuo do Bitcoin;
e a expectativa pela divulgação do CPI dos Estados Unidos, principal indicador de inflação da semana.
Apesar do ambiente de incerteza, os períodos de queda não representam apenas riscos. Para investidores que possuem estratégia, controle emocional e visão de longo prazo, esses movimentos também podem revelar oportunidades.
No novo Review Semanal da ZERO Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen explicou como interpretar o cenário atual e destacou a importância de não tomar decisões impulsivas durante momentos de maior volatilidade.
“Quando tudo cai, a maioria das pessoas paralisa. Mas, muitas vezes, é justamente nesses momentos que surgem as melhores oportunidades.”
A análise reforça que aproveitar uma queda não significa comprar qualquer ativo apenas porque ele ficou mais barato. É necessário avaliar fundamentos, preços, riscos e o papel daquele investimento dentro da carteira.
Em meio à guerra entre EUA e Irã, à alta do petróleo e à pressão sobre os mercados globais, informação e planejamento se tornam ainda mais importantes para quem deseja proteger o patrimônio e identificar oportunidades com responsabilidade.
Guerra entre EUA e Irã volta ao centro das atenções e aumenta tensão sobre o petróleo

A guerra entre EUA e Irã voltou ao centro das preocupações dos investidores, elevando novamente a percepção de risco nos mercados globais.
Segundo Rodrigo Cohen, uma nova declaração do comando iraniano aumentou a tensão no Oriente Médio e reforçou os temores sobre possíveis impactos no fornecimento mundial de petróleo.
O assessor do líder supremo do Irã afirmou que o país:
não pretende abrir mão do controle sobre o Estreito de Hormuz;
continuará defendendo sua posição militar na região;
e considera que qualquer interferência estrangeira pode comprometer diretamente a segurança do abastecimento global de petróleo.
O Estreito de Hormuz é uma das principais rotas para o transporte de petróleo no mundo. Por isso, qualquer ameaça de bloqueio, conflito ou redução da circulação de embarcações na região costuma provocar uma reação imediata dos investidores.
“O mercado percebe rapidamente quando a tensão aumenta. E a primeira reação normalmente aparece no petróleo.” (Diz Cohen)
Com a guerra entre EUA e Irã novamente no radar, o mercado passa a monitorar não apenas a evolução do conflito, mas também os possíveis efeitos sobre o preço do petróleo, a inflação e o desempenho dos principais ativos globais.
S&P 500 continua perto das máximas históricas
Mesmo com o aumento das tensões, o principal índice americano segue resiliente. Segundo Cohen:
o S&P 500 permanece muito próximo das máximas históricas;
faltando menos de 1% para renovar seus recordes.
Apesar da volatilidade intradiária provocada pelas notícias da guerra, o índice ainda preserva sua estrutura de alta.

Nasdaq entra em fase decisiva
O Nasdaq apresentou comportamento diferente. Segundo Cohen:
o índice entrou em uma região de consolidação;
formando um grande triângulo gráfico.
Na análise técnica, existem dois cenários possíveis:
rompimento para cima e continuação da tendência de alta;
ou perda da base do triângulo, levando o índice até sua média móvel de 200 períodos.
"O mercado ainda não escolheu uma direção definitiva."

Ibovespa reage, mas tendência ainda inspira cautela
No Brasil, o Ibovespa chegou a subir cerca de 3% na semana anterior. Entretanto:
encontrou resistência importante;
e voltou a corrigir.
Segundo Cohen, enquanto o índice permanecer abaixo de níveis importantes de resistência, o cenário ainda exige cautela.

Europa segue acompanhando o conflito
As principais bolsas europeias continuam extremamente dependentes das notícias geopolíticas.
Entre elas:
Alemanha;
França;
Reino Unido.
Segundo Cohen, todos os gráficos apresentam comportamento bastante semelhante, aguardando uma definição mais clara do cenário internacional.
Ouro continua corrigindo
Após uma forte valorização nos últimos anos, o ouro segue em movimento corretivo. Segundo Cohen:
o ativo rompeu importantes suportes técnicos;
e continua caminhando para níveis mais baixos.
Apesar disso, ele destaca que investidores de longo prazo podem enxergar essa queda como oportunidade de acumulação.
"Quando um ativo de qualidade cai, muitas vezes ele simplesmente fica mais barato para quem pensa no longo prazo."

Dólar mantém força
O índice do dólar (DXY) continua sustentando sua tendência de valorização. Segundo Cohen:
o movimento ainda favorece a moeda americana;
principalmente diante do aumento das incertezas globais.
Enquanto persistirem os riscos geopolíticos, o dólar tende a continuar sendo buscado como ativo de proteção.

Petróleo reage imediatamente às notícias da guerra
O Brent voltou a subir após novas declarações do governo iraniano. Segundo Cohen:
qualquer notícia envolvendo o Estreito de Hormuz impacta diretamente o mercado de energia.
O petróleo permanece bastante sensível às decisões políticas e militares

Petrobras pode se beneficiar enquanto outros setores sofrem
No Brasil, esse movimento cria um efeito curioso.
Com o petróleo em alta:
Petrobras tende a ser beneficiada.
Ao mesmo tempo:
inflação pode voltar a preocupar;
juros elevados pressionam construtoras;
setores ligados ao consumo também sofrem.
Segundo Cohen, esse é um dos motivos que tornam o comportamento do Ibovespa mais complexo neste momento.
Bitcoin volta a chamar atenção
O Bitcoin voltou a recuar junto com os ativos de maior risco. Mas Cohen apresentou uma análise histórica interessante. Segundo ele, os grandes ciclos de baixa ocorreram aproximadamente a cada quatro anos:
2014;
2018;
2022.
Agora, o mercado acompanha atentamente o comportamento iniciado em 2026.
Historicamente:
o Bitcoin chegou a cair entre 80% e 85% nesses grandes ciclos;
antes de iniciar novos movimentos de valorização.
"Quedas fazem parte da história do Bitcoin. O importante é entender onde estamos dentro do ciclo."

Correções também criam oportunidades
Ao longo da análise, Cohen reforçou uma mensagem importante.
Segundo ele, investidores normalmente ficam paralisados durante grandes quedas.
Mas justamente nesses momentos surgem oportunidades para ativos considerados de qualidade.
Entre os exemplos citados:
ouro;
Bitcoin;
índices globais.
Resumo da semana: guerra aumenta volatilidade nos mercados
A guerra entre EUA e Irã voltou a influenciar o comportamento dos mercados globais, aumentando a percepção de risco e exigindo mais cautela dos investidores.
Entre os principais acontecimentos da semana, destacam-se:
o avanço das tensões entre Irã e Estados Unidos;
a preocupação crescente com o Estreito de Hormuz;
o aumento da volatilidade nas bolsas internacionais;
a retomada da alta do petróleo;
a continuidade do movimento corretivo do ouro;
a nova trajetória de queda do Bitcoin;
e a expectativa pela divulgação do CPI dos Estados Unidos.
Esse conjunto de fatores mostra como eventos geopolíticos, inflação e comportamento dos ativos estão diretamente conectados. Uma escalada da guerra entre EUA e Irã, por exemplo, pode pressionar o petróleo, aumentar as expectativas de inflação e influenciar as próximas decisões dos bancos centrais.
Conclusão: volatilidade também pode revelar oportunidades
Segundo Rodrigo Cohen, momentos de forte volatilidade exigem equilíbrio emocional, disciplina e visão estratégica.
Enquanto parte do mercado reage ao medo e toma decisões impulsivas, investidores preparados podem analisar os movimentos com mais racionalidade e identificar oportunidades relevantes para o longo prazo.
“Os maiores movimentos de alta normalmente começam quando quase ninguém tem coragem de comprar.”
No entanto, isso não significa que toda queda represente automaticamente uma oportunidade. Antes de investir, é fundamental avaliar os fundamentos dos ativos, os riscos envolvidos e a compatibilidade de cada decisão com a estratégia da carteira.
Diante das incertezas provocadas pela guerra entre EUA e Irã, acompanhar as informações, controlar a exposição ao risco e evitar decisões motivadas pela euforia ou pelo medo tornam-se atitudes ainda mais importantes.
Em cenários de instabilidade, o investidor que possui planejamento não precisa prever todos os movimentos do mercado. Ele precisa estar preparado para atravessá-los com consciência, estratégia e foco no longo prazo.
Para entender melhor o assunto, confira o vídeo completo no nosso canal do Youtube.
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