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FED decide hoje a reunião mais importante do ano enquanto inflação brasileira surpreende e fortalece expectativa de corte na Selic

Os mercados globais chegam a uma das semanas mais importantes de 2026.
Enquanto o Federal Reserve define a política monetária dos Estados Unidos em meio às incertezas provocadas pela guerra e pelo petróleo, o Brasil recebeu uma notícia positiva: o IPCA-15 veio muito abaixo das expectativas, reforçando a possibilidade de corte da Selic já na próxima reunião do Banco Central.
No novo Panorama Macro Global da Zero Markets Brasil, o trader e analista convidado Rodrigo Cohen destacou que o mercado vive um momento de transição, no qual o comportamento dos bancos centrais poderá definir o rumo dos ativos nas próximas semanas.
"Hoje o mercado inteiro está olhando menos para a decisão do FED e muito mais para o que Kevin Warsh vai dizer depois dela."
FED mantém mercado em compasso de espera
A principal atenção da semana está voltada para a reunião do Federal Reserve.

A expectativa predominante é de manutenção da taxa de juros.
Entretanto, segundo Cohen, o verdadeiro impacto para os mercados estará no discurso do presidente do FED, Kevin Warsh.
Embora a manutenção dos juros seja consenso, aumentou significativamente a preocupação do mercado com possíveis altas nas próximas reuniões, impulsionadas principalmente pelos efeitos da guerra sobre os preços da energia.
IPCA-15 surpreende positivamente no Brasil
Enquanto os Estados Unidos enfrentam dúvidas sobre inflação, o Brasil apresentou um dado bastante favorável.
O IPCA-15 registrou alta de apenas 0,06% em julho, resultado muito inferior ao esperado pelo mercado.

Segundo Cohen, esse dado fortalece a percepção de que o Banco Central brasileiro poderá iniciar um novo ciclo de redução da Selic já na próxima reunião.
"O dado de inflação trouxe um gatilho concreto para que o mercado volte a discutir cortes de juros no Brasil."
Ibovespa reage com apoio de bancos e exportadoras
A melhora da inflação impulsionou o mercado brasileiro.

O Ibovespa voltou a subir apoiado principalmente por:
bancos;
exportadoras;
empresas ligadas às commodities.
Segundo Cohen, o Brasil apresentou um comportamento diferente do observado nas bolsas internacionais, atraindo novamente parte do fluxo estrangeiro.
Estados Unidos enfrentam momento mais delicado
Na avaliação do analista, ocorreu uma inversão importante no cenário global.
Enquanto o Brasil começa a discutir queda de juros, os Estados Unidos enfrentam o ambiente mais incerto dos últimos meses.

Entre os fatores de preocupação estão:
inflação persistente;
guerra no Oriente Médio;
petróleo elevado;
dúvidas sobre os próximos passos do Federal Reserve.
Segundo Cohen, o mercado passou a precificar uma postura mais conservadora do banco central americano.
Guerra mantém petróleo extremamente volátil
Apesar da recente redução das tensões militares, o petróleo continua reagindo rapidamente às notícias do Oriente Médio.
Segundo Cohen, qualquer mudança no conflito pode alterar imediatamente:
inflação global;
expectativa para juros;
comportamento das bolsas.
Por isso, o petróleo segue sendo um dos principais indicadores acompanhados pelos investidores.
Banco do Japão também entra no radar
Além do FED, outro evento importante desta semana é a decisão do Banco do Japão.
Segundo Cohen, qualquer mudança na política monetária japonesa pode afetar o chamado carry trade global, influenciando moedas emergentes, inclusive o real.
Europa segue em situação mais confortável
Enquanto Estados Unidos e Brasil concentram as maiores atenções, a Europa mantém um cenário relativamente mais estável.

Segundo Cohen:
a inflação alemã permanece próxima da meta;
as principais bolsas europeias seguem próximas das máximas históricas;
o mercado aguarda apenas os próximos dados americanos para definir a direção dos ativos.
Mercado acompanha PIB e inflação dos Estados Unidos
Além da decisão do FED, os investidores também monitoram dois indicadores fundamentais:
o PIB americano;
o índice PCE, principal medida de inflação utilizada pelo Federal Reserve.
Segundo Cohen, esses dados serão determinantes para definir se o banco central poderá flexibilizar sua política monetária nos próximos meses.
Resumo do cenário global
Na avaliação de Rodrigo Cohen, os principais temas desta semana são:
decisão de juros do Federal Reserve;
discurso de Kevin Warsh;
IPCA-15 abaixo do esperado no Brasil;
expectativa de corte da Selic;
petróleo ainda pressionado pela guerra;
PIB e inflação dos Estados Unidos;
decisões de política monetária no Japão e em outros bancos centrais.
Conclusão
Segundo Rodrigo Cohen, os próximos dias poderão redefinir as expectativas dos investidores para o restante do ano.
Enquanto o Brasil começa a enxergar espaço para juros menores, os Estados Unidos ainda convivem com dúvidas sobre inflação e política monetária.
Para o analista, o mercado vive um momento em que a comunicação dos bancos centrais será tão importante quanto os próprios indicadores econômicos.
"O mercado já sabe qual deve ser a decisão do FED. O que ele realmente quer descobrir agora é qual será o caminho indicado para os próximos meses."
Confira o vídeo completo dessa análise no nosso canal do Youtube.
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As opiniões aqui expressas refletem o entendimento pessoal e independente do Diretor de Análise RODRIGO SANTOS COHEN, CNPI-T (6520), inclusive em relação à pessoa jurídica à qual está vinculado. Este relatório não constitui oferta nem garantia de resultado, e o investidor é o único responsável por suas decisões. A Zero Markets Brasil Consultoria e Análise de Valores Mobiliários LDTA, CNPJ 56.964.932/0001-09, credenciada perante a APIMEC Brasil, declara, nos termos do art. 22 da Resolução CVM nº 20/2021, não haver situação que afete a imparcialidade deste relatório ou configure conflito de interesses, ressalvado o que, se existente, será divulgado no próprio relatório.


