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Bolsas globais renovam recordes, petróleo dispara e mercado entra em zona de dúvida

Os mercados globais encerraram a semana em um cenário aparentemente positivo: bolsas americanas renovando máximas históricas, petróleo em forte alta e criptomoedas reagindo. Ao mesmo tempo, sinais técnicos em outros ativos levantam dúvidas sobre a sustentabilidade desse movimento.

No review global da Zero Markets Brasil, Rodrigo Cohen, trader profissional e analista convidado, destaca que o mercado pode estar entrando em uma fase de divergência, quando diferentes ativos começam a contar histórias distintas.

“Quando tudo sobe junto é confortável. Quando cada ativo vai para um lado, é aí que o investidor precisa prestar atenção.


Bolsas americanas seguem fortes e batem novos recordes

O grande destaque da semana foi o desempenho dos índices americanos:

  • S&P 500 fechou em máxima histórica, com alta semanal de aproximadamente 0,5% (chegando a mais de 1,5% intraperíodo)

  • Nasdaq subiu cerca de 2,3%, com movimentos que chegaram a mais de 3% ao longo da semana

Mesmo com o cenário global ainda instável, o mercado de tecnologia segue resiliente, impulsionado principalmente por empresas ligadas à inteligência artificial.

Para Cohen, o comportamento dos índices reforça uma tese importante:

“O mercado está olhando para frente. Mesmo com a guerra, ele continua comprando crescimento.”


Ibovespa corrige após sequência de alta

No Brasil, o movimento foi diferente.

Após semanas de forte valorização, o Ibovespa apresentou queda de aproximadamente 2,5% a 3%, iniciando um movimento de correção técnica.

Segundo Cohen, o índice já recuou cerca de 10 mil pontos desde o topo recente, o que abre espaço para novos testes de suporte na região dos 183 mil pontos.

Esse tipo de correção é comum após movimentos fortes de alta, mas levanta um alerta sobre possível perda de força no curto prazo.


Europa apresenta sinais de fragilidade

Enquanto os Estados Unidos seguem fortes, a Europa começa a mostrar sinais de fraqueza.

  • DAX (Alemanha) caiu cerca de 1,6% na semana

  • Reino Unido (UK100) recuou aproximadamente 2,5%

Cohen chama atenção para um padrão técnico relevante: formação de topos mais baixos e perda de suportes, o que pode indicar continuidade de queda.

“Europa já começa a mostrar uma história diferente dos Estados Unidos. E isso costuma ser um sinal importante.”


Petróleo dispara com cenário geopolítico

O petróleo foi um dos ativos mais impactados pela guerra.

Na semana, o Brent registrou uma alta expressiva, chegando a 13% considerando os movimentos com gap, refletindo o aumento da tensão global e o risco sobre a oferta.

Segundo Cohen, o petróleo continua sendo o principal termômetro da guerra:

  • tensão aumenta → petróleo sobe

  • risco diminui → petróleo cai


Ouro perde força e gera dúvida no mercado

O comportamento do ouro chamou atenção.

Tradicionalmente considerado um ativo de proteção, ele apresentou queda de cerca de 1,4% na semana e sinais técnicos de possível enfraquecimento.

Para Cohen, isso gera uma contradição importante:

  • cenário de risco elevado deveria favorecer o ouro

  • mas o ativo não confirmou essa força

“Se o ouro não sobe em um cenário de medo, o mercado está enxergando algo diferente.”


Dólar mantém leve alta, mas sem direção clara

O dólar global (DXY) teve uma leve valorização, próxima de 0,3%, testando níveis importantes.

Assim como o ouro, o comportamento da moeda também não confirma um cenário de pânico.

Isso reforça a leitura de que o mercado ainda não está totalmente convencido de que o risco atual é suficiente para uma migração massiva para proteção.


Bitcoin sobe, mas já começa a devolver ganhos

O Bitcoin registrou alta de cerca de 6,5% na semana, mostrando força no curto prazo.

No entanto, já começou a devolver parte desse movimento, voltando a testar regiões próximas da média móvel de 200 períodos, em torno de US$ 65 mil.

Segundo Cohen, o comportamento indica falta de direção clara:

  • subiu com o otimismo

  • recua com a incerteza


Japão surpreende positivamente

Na Ásia, o índice Nikkei registrou alta moderada, renovando máximas históricas e mostrando resiliência mesmo após um período recente de queda.


Mercado entra em zona de divergência

Para Cohen, o ponto mais importante do momento não é a alta das bolsas, mas a divergência entre os ativos.

Hoje temos:

  • bolsas americanas em máximas

  • petróleo subindo forte

  • Europa em queda

  • ouro enfraquecendo

  • dólar lateral

  • criptomoedas indecisas

Esse tipo de comportamento costuma indicar que o mercado está em transição.

“O mercado não está alinhado. E quando ele não está alinhado, o risco aumenta.”


O mercado antecipa o futuro, mas qual futuro?

Cohen reforça um conceito central: o mercado não reflete o presente, ele antecipa o futuro.

Isso significa que movimentos atuais podem não fazer sentido olhando apenas o que está acontecendo hoje, mas sim o que os investidores acreditam que acontecerá nos próximos meses.

O problema é que, neste momento, nem o próprio mercado parece ter certeza.


Conclusão

O cenário atual combina:

  • Bolsas americanas em máxima histórica

  • Petróleo em forte alta

  • Europa enfraquecendo

  • Ouro sem força

  • Dólar sem tendência definida

  • Criptomoedas voláteis

Para Rodrigo Cohen, o investidor precisa interpretar o contexto com cautela.

“Quando os sinais se contradizem, a melhor decisão não é forçar uma resposta. É observar mais e arriscar menos.”


Confira o vídeo completo dessa análise pelo nosso analista convidado, Rodrigo Cohen, no canal da ZERO Markets Brasil no youtube.


DISCLAIMER: Nenhuma parte do conteúdo deste canal deve ser interpretada como oferta, negociações ou solicitações de valores mobiliários ou outros instrumentos financeiros. Também não configura garantia de resultados ou compromisso de retorno sobre qualquer ativo analisado. As opiniões expressas neste vídeo refletem exclusivamente (I) o entendimento independente e pessoal do Analista Convidado da ZERO Markets Brasil, RODRIGO SANTOS COHEN, CNPI-T (6520); (II) não constituem recomendações de compra e/ou venda de qualquer ativo ou valor mobiliário; e (III) as informações, estimativas e projeções utilizadas para reformar o entendimento do analista refletem a data de publicação e estão sujeitas a alterações, sem a obrigação de comunicação para atualizações ou revisões, uma vez que não constituem recomendações de investimento ou desinvestimento. O investidor que, de algum modo, utilizar as informações e opiniões ou abstenção de investimento, não tendo a ZERO Markets Brasil nem o Analista qualquer responsabilidade sobre os resultados ou prejuízos eventualmente obtidos. Nem o Analista nem a ZERO Markets Brasil receberam qualquer benefício ou retorno financeiro em razão das opiniões aqui veiculadas, o que foi feito de modo absolutamente independente e livre de qualquer conflito de interesses, nos termos da Resolução CVM 20/2021.

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