Payroll e Inflação: 2026 começa com tensão geopolítica e ajustes de mercado
O ano de 2026 começa com fortes emoções para os mercados. Após uma alta de mais de 30% em 2025, o Ibovespa iniciou o novo ciclo com leve correção, enquanto dólar e juros devolveram parte dos exageros do fim do ano passado.
O movimento reflete o ruído político do chamado “Flávio Day” e a tradicional corrida de remessas ao exterior, antes da entrada em vigor da nova tributação sobre dividendos.
No cenário externo, a ofensiva americana contra Nicolás Maduro elevou o nível de tensão geopolítica global. A captura do presidente venezuelano movimentou o petróleo e levou o Conselho de Segurança da ONU a convocar uma reunião de emergência com a participação do Brasil.
Embora a Venezuela represente menos de 1% da oferta mundial de petróleo, a escalada militar adiciona volatilidade a uma semana que já seria intensa, marcada pelo Payroll e pelo IPCA de dezembro, ambos previstos para sexta-feira.
🌍 Cenário Internacional
Os mercados globais começaram o ano em modo defensivo, atentos à ofensiva militar liderada por Donald Trump e aos seus desdobramentos.
Apesar do choque inicial, parte dos analistas acredita que o impacto nos ativos domésticos pode ser levemente positivo, já que a pressão sobre o petróleo tende a favorecer países importadores como o Brasil.
A Opep+ confirmou a manutenção da produção, o que ajudou a estabilizar os preços após o movimento inicial de queda no domingo.
Nos Estados Unidos, a combinação de tensão política e dados econômicos relevantes promete manter os investidores em alerta. O Payroll e o CPI devem calibrar as expectativas para o início de 2026, enquanto o mercado ainda tenta precificar a nova dinâmica de juros do Federal Reserve.
🇧🇷 Cenário Doméstico
O Brasil começa o ano sob os efeitos do “Flávio Day” e da volatilidade típica de janeiro.
A correção no Ibovespa é vista como saudável após o rali de fim de ano, e o mercado busca acomodar o fluxo de saída de dólares provocado por remessas e ajustes tributários.
O Banco Central monitora de perto a pressão sobre o câmbio e o comportamento dos juros futuros, enquanto investidores se preparam para a divulgação do IPCA de dezembro, que pode confirmar a continuidade do cenário de inflação controlada.
📈 Análises Técnicas
S&P500

O principal índice americano iniciou a semana em forte alta, impulsionado pela queda na curva de juros. O ativo testa uma importante resistência, com a máxima histórica próxima aos 7.000 pontos servindo como obstáculo relevante. Caso rompa esse nível, o índice pode abrir espaço para um novo ciclo de valorização no curto prazo.
Ibovespa

O índice lateralizou na semana passada e segue dentro de uma zona de consolidação. A recomendação é buscar operações de rompimento, preferencialmente na ponta compradora, já que a tendência primária permanece de alta.
Ouro (XAU/USD)

O metal precioso apresenta forte valorização impulsionada pela busca por proteção em meio às tensões geopolíticas. O ativo segue respeitando sua linha de tendência de alta (LTA) e deve testar a máxima histórica em breve. O ponto de atenção está nos US$ 4.500 por onça troy, onde o mercado deve reagir.
EUR/USD

O par euro/dólar não conseguiu romper a consolidação de longo prazo e corrigiu até as médias móveis. O movimento sugere espaço para novas quedas, embora um eventual pullback possa gerar força suficiente para um rompimento. A atenção fica voltada à reação nas médias e ao comportamento do dólar frente ao Payroll.
🎯 Conclusão
O mercado começa 2026 com nervos à flor da pele: tensões na Venezuela, ofensiva dos EUA, e dados cruciais como Payroll e IPCA moldam o início do ano.
A combinação de risco geopolítico, volatilidade cambial e agenda econômica carregada exige prudência e leitura técnica apurada.
O investidor deve equilibrar cautela e agilidade, aproveitando oportunidades pontuais sem perder de vista o contexto global ainda instável.
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