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Zona de tensão nos mercados globais: Bitcoin em queda, ouro em alta e bolsas americanas no limite

Os mercados globais abrem a semana em terreno delicado e o movimento do bitcoin em queda é um dos principais sinais de alerta. Embora o S&P 500 e o Nasdaq ainda operem próximos das máximas históricas, ativos como ouro, dólar e Bitcoin já começam a emitir sinais importantes de possível mudança de direção.
Por isso, no novo review semanal da Zero Markets Brasil, Rodrigo Cohen, trader profissional e analista convidado, destaca que o cenário atual exige atenção redobrada dos investidores.
"Tem alguma coisa mudando no comportamento do mercado. E geralmente o dólar sente antes."
O movimento do bitcoin em queda em um mercado sensível.
Segundo Cohen, a agenda econômica da semana é relativamente vazia. No entanto, dois eventos merecem atenção:
ata do FOMC nos Estados Unidos (quarta-feira, 15h);
e alguns dados secundários de inflação e atividade.
Ainda assim, o mercado segue extremamente dependente de fatores externos. Entre os principais:
das notícias envolvendo guerra;
da direção do dólar;
e do comportamento dos juros americanos.
S&P 500 segue forte, mas mercado começa a mostrar cansaço
O S&P 500 continua próximo das máximas históricas após uma impressionante recuperação nas últimas semanas.

Apesar disso, Cohen alerta:
a sexta-feira já trouxe uma realização mais forte;
o índice perdeu força após renovar recordes;
e parte do mercado começa a buscar proteção.
Mesmo sem confirmação técnica de reversão, ele vê o movimento atual com mais cautela.
“O S&P ainda está em tendência de alta. Mas o mercado começa a ficar desconfortável.”
Nasdaq sobe 30% em pouco mais de um mês
O movimento no Nasdaq impressiona ainda mais.
Segundo Cohen:
o índice subiu aproximadamente 30% em apenas 43 dias úteis;
impulsionado principalmente pelas empresas de tecnologia e inteligência artificial.
Mas agora o comportamento começa a mudar.

O Nasdaq:
renovou máximas;
perdeu força;
e inicia um possível processo de exaustão de curto prazo.
“Depois de uma alta tão forte, o mercado começa a precisar respirar.”
Ibovespa entra em correção forte
Enquanto os Estados Unidos seguem próximos dos topos, o Brasil vive movimento oposto.
O Ibovespa caiu cerca de 12% em apenas 15 dias, saindo da região próxima dos 200 mil pontos para testar suportes importantes.

Segundo Cohen, o mercado brasileiro:
sofre com saída de capital estrangeiro;
aumento da aversão ao risco;
e preocupação global.
Os próximos suportes importantes aparecem:
na região de 168 mil pontos;
e depois próximo de 164 mil.
“Se lá fora começar a cair de verdade, o Brasil pode sofrer muito mais.”
Alemanha perde força e Europa segue lateral
Na Europa, o cenário também perdeu força.
O índice alemão (DAX):
fechou gap importante;
mas entrou em lateralização;
sem força clara para continuar subindo.

Segundo Cohen, o mercado europeu hoje depende diretamente:
da guerra;
da energia;
e do comportamento dos Estados Unidos.
Ouro volta a chamar atenção
Um dos principais destaques da análise foi o ouro.
O metal voltou a tocar a média móvel de 200 períodos, uma região técnica extremamente importante.

Segundo Cohen:
a última vez que isso aconteceu, o ouro subiu cerca de 12%;
e agora o ativo novamente tenta iniciar uma reação.
Ele alerta para um possível cenário clássico de proteção:
dólar sobe;
ouro sobe;
bolsas realizam.
“Quando o ouro começa a reagir junto com o dólar, geralmente o mercado está ficando mais defensivo.”
Dólar sobe há quatro sessões seguidas
O índice DXY, que mede a força do dólar globalmente, já acumula quatro altas consecutivas.
Segundo Cohen, isso pode ser um dos sinais mais importantes da semana.
Historicamente:
o dólar costuma antecipar movimentos de aversão ao risco;
especialmente em momentos de tensão geopolítica.
Petróleo lateraliza e mercado espera notícias da guerra
O petróleo segue travado em uma faixa lateral.

Segundo Cohen, nesse momento:
o ativo responde muito mais às manchetes da guerra do que à análise técnica;
e qualquer escalada no Oriente Médio pode provocar movimentos violentos.
“Hoje o petróleo não respeita gráfico. Ele respeita notícia.”
Bitcoin perde força após resistência importante
O Bitcoin também entrou em um ponto técnico extremamente relevante.
Segundo Cohen:
o ativo testou uma importante resistência de Fibonacci;
perdeu força;
e iniciou movimento de queda.

As próximas regiões monitoradas:
US$ 75 mil;
e depois US$ 70 mil.
Mesmo comprado no longo prazo, Cohen afirma que no curto prazo o cenário ficou mais fraco.
“O Bitcoin perdeu força exatamente no ponto que precisava romper.”
Mercado pode entrar em fase mais defensiva
Para Cohen, alguns sinais começam a se alinhar:
dólar subindo;
ouro reagindo;
Nasdaq enfraquecendo;
Bitcoin perdendo resistência;
e Brasil já corrigindo forte.
Isso pode indicar o início de uma mudança mais ampla no humor global.
Conclusão
O mercado inicia a semana dividido, e o cenário do bitcoin em queda é apenas um dos sinais de alerta. No conjunto, os ativos mostram:
bolsas americanas ainda fortes;
ouro reagindo;
dólar ganhando força;
Bitcoin enfraquecendo;
e Brasil sofrendo saída de capital.
Diante desse cenário, Rodrigo Cohen é direto: o momento pede cautela.
"O mercado sobe no silêncio… e cai no susto."
Quer entender cada um desses movimentos em detalhes? Confira o review semanal completo no canal da Zero Markets Brasil no YouTube e tome decisões mais informadas.
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