Panorama Macro da Semana
EUA e China se enfrentam, Lula costura alívio para o Brasil e bancos centrais se reúnem: mercados em alerta

Na última semana de outubro, os mercados globais operam em meio a um equilíbrio tenso entre o otimismo e o risco. Donald Trump intensificou sua agenda internacional, com investidas diplomáticas e geopolíticas que impactam diretamente o humor dos investidores. Enquanto isso, o Brasil aparece como peça estratégica no xadrez global, buscando reaproximação com os EUA e aguardando decisões importantes do cenário interno. A semana será marcada por encontros decisivos entre líderes globais e bancos centrais — e os mercados devem reagir a cada movimento.
🌍 Cenário Internacional
O destaque da semana foi a hiperatividade de Donald Trump. O ex-presidente norte-americano disparou em várias frentes: acusou a China de violar o acordo comercial de 2020, sancionou o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, e enviou o maior porta-aviões do mundo para a América Latina — acirrando tensões com a Venezuela. Além disso, embarcou rumo à Ásia para encontros diplomáticos importantes, com atenção especial para sua reunião com Xi Jinping na Coreia do Sul, marcada para o dia 30. A expectativa do mercado é alta, pois qualquer sinal de atrito ou reconciliação entre EUA e China pode provocar reações imediatas nos ativos globais.
Outro fator decisivo será a reunião de três dos principais bancos centrais do mundo: Fed (EUA), BCE (Europa) e BoJ (Japão). A expectativa gira em torno de possíveis sinalizações sobre os próximos passos da política monetária. Nos EUA, o shutdown governamental adiou a divulgação de indicadores importantes como o PIB do terceiro trimestre e o PCE, índice favorito do Fed para medir a inflação, adicionando ainda mais incerteza ao radar.
🇧🇷 Cenário Doméstico
No Brasil, o grande destaque foi o encontro entre Lula e Trump, que trouxe perspectivas positivas. Após meses de tensões causadas pelas tarifas norte-americanas, a conversa entre os líderes foi vista com bons olhos e já há movimentações entre as equipes econômicas para negociar a redução do tarifaço. O anúncio oficial pode acontecer nos próximos dias.
Além disso, os dados do mercado de trabalho brasileiro serão monitorados de perto por analistas e investidores, uma vez que podem influenciar a decisão do Copom nas próximas reuniões. A temporada de balanços também ganha força, com Vale, Bradesco e Santander divulgando resultados, além das gigantes de tecnologia em Nova York.
📊 Análises Técnicas
Ibovespa

O índice renovou sua máxima histórica, impulsionado pelo clima positivo nos mercados e pela expectativa de reversão nas tarifas americanas. Com resistência em 148.000 pontos, o cenário segue favorável à compra, mas é prudente aguardar rompimento com volume ou pullback nas médias móveis.
S&P 500

O índice norte-americano também renovou sua máxima histórica, atingindo 6.800 pontos. Com a inflação abaixo do esperado, o otimismo tomou conta dos mercados. O próximo alvo projetado está nos 6.900 pontos, com suporte em torno da faixa anterior rompida.
Ouro (XAU/USD)

Em forte correção, o ouro confirma tendência de baixa no curto prazo, refletindo a menor aversão ao risco. Com suporte técnico já testado nesta segunda-feira, o mercado deve buscar os próximos níveis definidos pela expansão de Fibonacci.
Euro/Dólar (EUR/USD)

O par segue em consolidação, com baixa volatilidade e sem tendência definida. Com médias móveis flat, o cenário atual é de espera. Operações devem ser consideradas apenas nos extremos do retângulo de consolidação.
Conclusão
A semana promete ser uma das mais intensas do trimestre. As decisões de bancos centrais, os encontros de Trump e o calendário econômico lotado criam um cenário volátil e cheio de oportunidades — para quem souber acompanhar com atenção.
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