Conflitos, PIB e PCE: mercados calibram a semana com feriado nos EUA
A terceira semana de 2026 começa com dados econômicos relevantes e tensões geopolíticas no radar, em um ambiente de liquidez reduzida pelo feriado de Martin Luther King nos Estados Unidos.
No Brasil, o otimismo com a atividade econômica e a resiliência do PIB afastaram a possibilidade de corte de juros já na próxima reunião do Copom — e até mesmo em março, o cenário de afrouxamento monetário começa a ser questionado pelo mercado.
Lá fora, a tensão entre Estados Unidos e Irã diminuiu, após sinais de recuo do regime iraniano sobre a repressão aos protestos internos. Ainda assim, o foco segue sobre quem comandará o Federal Reserve, já que Donald Trump descartou a saída de Kevin Hassett, o que trouxe incerteza sobre os rumos da política monetária americana.
🌍 Cenário Internacional
Os próximos dias serão movimentados no exterior.
A China abriu a semana com crescimento de 4,5% no PIB do quarto trimestre, reforçando o tom de recuperação gradual da economia.
Nos Estados Unidos, além do feriado, a agenda traz a divulgação do PIB americano e do PCE (índice de inflação preferido pelo Fed), que devem guiar as expectativas de juros para o primeiro semestre.
A temporada de balanços também ganha força com os resultados de Intel e Netflix, enquanto o Fórum Econômico Mundial de Davos reúne líderes globais — desta vez sem a presença do presidente Lula.
Em paralelo, Trump voltou a ameaçar tarifas contra oito países europeus, condicionando o recuo à aprovação da anexação da Groenlândia, o que reacendeu o debate sobre protecionismo.
🇧🇷 Cenário Doméstico
Com uma agenda esvaziada de dados, o foco doméstico recai sobre a arrecadação federal e o comportamento dos juros futuros.
O mercado acompanha atentamente a leitura do Banco Central sobre a força da economia e o avanço da inflação de serviços.
Com poucos gatilhos internos, o Ibovespa tende a seguir o humor externo e os movimentos das commodities, especialmente petróleo e ouro.
📈 Análises Técnicas
S&P500

O principal índice americano permanece fechado nesta segunda-feira, mas a expectativa é de baixa nos demais mercados diante da aversão ao risco global.
O gráfico diário mostra um ponto de suporte no fundo do retângulo, alinhado à média móvel de 21 períodos. Caso esse suporte seja perdido, o próximo nível relevante está na média de 50 períodos, como indicado no gráfico da página 2.
Ibovespa

O Ibovespa atingiu o alvo da semana passada em 165 mil pontos, mas perdeu força nas últimas sessões (página 3).
Apesar do cenário de queda global, o índice segurou bem nesta segunda-feira. Ainda assim, caso o movimento de baixa se confirme com a perda da mínima de hoje, o ativo deve buscar a média móvel de 21 períodos como suporte.
Ouro (XAU/USD)

O ouro valorizou-se fortemente nesta segunda-feira, atingindo o alvo da semana passada em US$ 4.700 por onça troy (página 4).
Esse número redondo é uma resistência psicológica e pode gerar correção de curto prazo. Investidores mais agressivos podem especular uma venda curta com stop na máxima do dia, enquanto os conservadores devem aguardar a confirmação de rompimento.
EUR/USD

O euro/dólar retornou ao centro da consolidação de médio prazo, sem direção clara (página 5).
Com as médias móveis “flat”, o ideal é aguardar o ativo se aproximar dos extremos do retângulo antes de buscar novas entradas.
🎯 Conclusão
A semana promete ser marcada por dados e cautela: PIB, PCE e Davos se destacam em um ambiente de menor liquidez e com incertezas sobre o futuro do Fed.
No Brasil, a força da economia surpreende, mas o cenário de juros mais altos por mais tempo deve moderar o apetite ao risco.
O investidor deve manter disciplina e foco técnico, aproveitando oportunidades pontuais sem se expor demais à volatilidade externa.
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